A dança da leitura

via osilenciodoslivros.blogspot.com
Tem a continuação no post original. É quase assim comigo quando estou lendo na minha poltrona vermelha preta com bolinhas beges (era vermelha antes, ainda não esqueci) o meu lugar preferido da casa para tal finalidade. E você, se identifica?
Um tempo para a leitura
Duas confissões: eu não conhecia o caderno do Estadão chamado Sabático. Nem sabia o que era sabático. Para quem também desconhece o termo: é um período de pausa nas atividades regulares para se dedicar a um projeto pessoal, bem explicado nesta matéria. Então eu me deparei com esse caderno cultural cujo slogan é: Um tempo para a leitura. E essa frase me chamou a atenção mais do que a publicação em si.

Eu tenho uma relação louca com o tempo. Eu me atraso; eu quero fazer mais do que os 60 minutos deixam; eu ainda me frustro constantemente por causa disso. Mas ele continua a passar, e a gente que cuide de fazer boas escolhas e a conviver com elas dentro dos limites dele. Para um jornalista, leia-se profissional-que-deve-saber-de-tudo (um tudo sem limites, já que eles foram quebrados pela internet), essas decisões são ainda mais angustiantes. Quando a gente coloca leitura no meio, então…
Ler realmente pede uma pausa. Lembro de um professor frisar aquele exato momento em que você está lendo um livro e algo nele lhe faz levantar a cabeça. Tem que ter tempo para refletir. Não é como clicar, curtir, retwittar. E esquecer depois.
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O demônio do ritmo
“O jazz tocava… Vasco via o mulato do saxofone, suado, com a cara reluzente, os olhos doidos, possuído do demônio do ritmo, gingando, tocando com os pulmões, com os olhos, com o corpo inteiro.”

Recorte de Um Lugar ao Sol, de Érico Veríssimo, registrado no bloquinho. Será que esse mulato estava tocando um The Dave Brubeck Quartet? Porque se fosse, acho que eu me apaixonava.
Foto do Flickr da Elisabeth D’Orcy
Menos um na estante & Nota PE

Foi lisonjeada que aceitei o convite para ser colaboradora do blog Nota PE, um site que voltou à internet de cara nova neste mês de novembro. Com ele, leitura, crítica e literatura pernambucanas vão ter espaço garantido na blogosfera. A ideia é linkar alguns posts do Menos um na estante lá.
A iniciativa tem o mérito de reunir MUITA gente boa num único www, fico feliz de fazer parte. Não deixem de conferir. O projeto é comandado por Cristiano Ramos, Cristhiano Aguiar, Artur Lins e Johnny Martins.
Também vale seguir o blog no Twitter: @blogNotaPE.
Desculpa, Fliporto

Lamentei quando descobri que a VI Festa Literária Internacional de Pernambuco ia ser justamente no final de semana prolongado que eu tinha reservado para recuperar as energias num pedacinho de paraíso chamado Praia dos Carneiros. Os convidados prometiam, os temas das mesas eram interessantes e o pano de fundo – Olinda -, inspirador.
Horas lá certamente me renderiam muitas ideias, vários posts, talvez alguns vídeos. Quem sabe faria uma nova amizade para trocar argumentos e fervilhar a cabeça em mesa de bar? Teria voltado com aquela ansiedade louca para ler e ler, colocaria alguns novos títulos na estante, correria com outros.
Mas, desculpa, Fliporto, não deu.
Fui ali comemorar uma data especial com uma pessoa mais especial ainda. Há chances de ter me deparado com mais literatura do que encontraria num livro.Três diazinhos em que pude viver devagar, perfeitos e inegociáveis.

Digam: perdi muita coisa?
Fotos: arquivo pessoal.
Dominó e livros: a maior diversão
É o comercial de uma livraria norte-americana, a Bookmans. O filme se acha naquilo que é unânime encontrar em todo leitor: o fetiche pelo objeto livro. Fico pensando como será possível manifestar isso daqui a uns dez anos? Afinal, não dá para fazer um dominó de e-readers.



Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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