
Pelo jeito, se eu chegar aos 90 anos (!) vai ser achando cada aniversário algo especial. Não entendo muito quem não gosta da data (nem quem não gosta de doce ou de queijo). Ficar mais velho não é argumento válido, pois, como escreveu Vinícius de Moraes, “a gente mal nasce e começa a morrer”. Eu fiz 30 aninhos na últma sexta-feira, essa idade marcante. Foi um dia bem feliz, de rever amigos, ganhar abraços e beijos, palavras bonitas, além de mimos em forma de objetos.
Entre eles, mais cinco livros para abarrotar a estante. São obras que eu não conhecia, nem esperava ler. Mas todos vindos de amigos inteligentes e queridos, não tenho dúvidas de que são ótimas aquisições. Na sequência, algumas informações sobre eles, pois já ficam as indicações.

O Nada me faltará, um dos mais novos do Lourenço Mutarelli conta a história de um homem que após desaparecer com a mulher e filha, reaparece misteriosamente sem elas e não se lembra do que aconteceu. Liberdade, de Jonathan Franzen, considerado um dos melhores de 2010, é um romance sobre excessos – de liberdade, de dinheiro, de opções e como todas essas possibilidades acabam fazendo com que as pessoas se percam em meio às dificuldades da vida contemporânea nos Estados Unidos.
Ganhei um do Contardo Calligaris, o segundo e novíssimo A mulher de vermelho e branco, para o qual foi produzido um trailer (e essa tendência de fazer trailer dos livros? post logo mais) intrigante.
Tem outro do Umberto Eco defendendo o objeto livro, mais especificamente uma coisa com a qual me identifico: a bibliofilia, ou o amor pelos livros. A memória vegetal vem somar, certamente, à leitura de Não contem com o fim do livro, do mesmo autor, que aguarda na minha estante. O quinto é Jakob Von Gunter, um diário, do Robert Walser. O cara é um escritor russo admirado por Kafka e Thomas Mann, um clássico. Não precisa mais, né? Vamos conhecer.
Agora estou ainda mais ansiosa para cair nessas páginas. Você já leu algum? Ouviu falar? Pena que só vou poder conferir depois de terminar minha monografia, no final do mês. Obrigada, Dulche, André, Thiago, Luquinhas e Gilberto pelos livros, e a todo mundo que fez o meu 3 de junho lindo, de qualquer forma.



Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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