De Jessier Quirino a Dostoiévski, frases de livros





Ler é um ato solitário. Então uma das coisas mais legais de ter esse blog é poder contar com a participação dos leitores, trocar ideias, impressões. Aprendo que só. E assim foi o #DiaNacionaldoLivro, no último sábado, 29 de outubro, quando convoquei as pessoas para compartilharem uma frase de um livro na fan page do Menos um na estante. E o resultado, você viu acima.
O legal é que teve de tudo: de Jessier a Bukowiski, de Salinger a Kerouac, de frases com tema família até solidão. Obrigada a todos que participaram. E, bem, o post ainda está lá, um catálogo de frases em aberto. Quem for postando mais, eu vou trazendo pra cá.
Curte frases de livros? Tem mais aqui
Fim do dia. Fim do mês. Fim do ano.

E vamos que vamos! A gente não está satisfeito com o que tem feito, mas está sempre disposto a fazer melhor. E aos pouquinhos, faz.
Uma frase para o Dia Nacional do Livro
Conta a história que no dia 29 de outubro de 1810, a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil. Daí, nasceu a Biblioteca Nacional e assim se criou o Dia Nacional do Livro. Podia ter uma história mais emocionante, né? Mas tudo bem.
O fato que é HOJE, e eu não podia deixar a data passar em branco, ainda mais depois de Martinha me provocar. Então, pensei numa coisa simples e divertida: compartilhar frases de livros legais. Assim, a gente conhece mais obras, troca opiniões.
Então, convoco vocês para abrir um livro que você goste, pegar uma frase legal e postar lá na fan page do Menos um na estante no Facebook. Depois reíno tudo e coloco aqui. Ah, ler muito é uma ótima homenagem também ;)

E se não existisse bloqueio criativo?

Fim de semana, e gostaria de indicar um filme do qual gostei muito. A desculpa é que ele tem um escritor em crise criativa, vide aquela clássica cena do cara diante de um computador (ou máquina de escrever) e uma página em branco – sério, tem coisa mais clichê?
Sem Limites (Limitless, 2011), de Neil Burger, é baseado na premissa “e se conseguíssemos usar 100% do cérebro, em vez dos comuns 20%?”. Eddie Morra (Bradley Cooper) é um escritor cuja decadência significa uma aparência de trapo, uma namorada perdida, um apartamento imundo e o fim do prazo da editora para a entrega de um livro que não existe. Até que lhe oferecem o NZT, a droga, ainda em testes, que proporciona um raciocínio brilhante sobre tudo. Quem não?
As pessoas tornam-se decifráveis, os negócios ficam claros, o livro desce pelo teclado, e não existe mais nada difícil de entender. É lógico que, com uma mente assim, a pessoa não vai ficar apenas brincando de escrever. Pra quê? O negócio é ganhar dinheiro com investimentos certeiros em ações. Só que, como diria minha avó, quando a esmola é demais, o pobre desconfia, e o uso da droga traz uma série de problemas.

O filme é bem bom, principalmente se você curte ficção científica. Estreou no Brasil, mas não sei se chegou no Recife. Se você se interessou, tem que procurar o DVD ou pela internet.
* A foto acima é só pra ver se vocês concordam comigo: essa Abbie Cornish não é igual a Nicole Kidman?
Veja outros filmes com escritores ou algo assim.
Erupção de livros
Psicologicamente, esse é o retrato de como me sinto em relação à minha estante (não é à toa que eu tenho esse blog, meu povo!). Não tenho esses livros todos, mas se pensar na quantidade que ainda quero ler nessa vida, é angústia para todo o sempre.
A instalação artística provoca visitantes e profissionais da agência de publicidade nos Estados Unidos que a sedia, a VIA Advertising Agency. Criação do Wary Meyers.
Booktrack: leitura com trilha sonora e sonoplastia
Vez ou outra, algo me lembra que a discussão sobre o futuro do livro é bem mais sinuosa do que as duas vertentes em que tentam enquadrá-la: a) o livro será digital, b) o livro será impresso e digital. Quando Adelmo me mostrou esse post do Nós Geeks, foi um desses momentos.
E se o livro se tornar algo completamente diferente? O projeto Booktrack transforma a leitura numa experiência multimídia, só que que de uma forma bem particular. A leitura é realmente sincronizada com a música. A trilha sonora é pensada de acordo com cada momento da obra. E ainda há sonoplastia: passos, chuva, portas.
Há booktracks disponíveis para iPhone e iPad, e logo terá para Android. Todos em inglês. Baixei o Sherlock Holmes free no iPhone e achei particularmente fantástico. Você vai indicando em que palavra está e a trilha sonora volta, e com o tempo o app capta o seu ritmo de leitura.

Vale ler o post original, ver o vídeo acima, visitar o site do projeto e abrir a cabeça.
Mais sobre livros digitais.
Um restaurante lúdico inspirado em Lewis Carroll
É incrível como a obra mais famosa de Charles Lutwidge Dodgson, ou melhor, Lewis Carroll, repercute ainda tão intensamente hoje. É até complicado contar quantas coisas foram criadas inspiradas em Alice no País das Maravilhas. Filmes, música, livros, fotografias e restaurantes.
Sim, eu não sabia – descobri aqui no site da Lab K - mas são quatro restaurantes Diamond Dinning em homenagem a Alice no País das Maravilhas. Esse das fotos é o 4°, e fica em Tóquio. Um desafio bem executado pelo estúdio de design japonês Fantastic. O filme de 1951 é a maior inspiração do espaço de 2 mil metros quadrados.
Um pouco do lúdico e do criativo para esta sexta-feira.
Lendo o dia todo
Não, infelizmente não é meu esse projeto. O www.readallday.org é criação da Nina Sankovitch, e só não me causa inveja porque, ainda que goste muito, eu não teria paciência para passar o dia todo lendo, todos os dias. Mas a Nina fez isso, entre outubro de 2008 até outubro de 2009. Quem me mostrou o site foi Larissa, e eu amei.
Foram 365 livros lidos, 365 resenhas sobre eles postadas no site. O mergulho nas páginas teve uma motivação forte: foi uma forma de lidar com a perda da irmã mais velha, que faleceu de câncer aos 48 anos.
“After Anne-Marie died, it was all the gifts offered by books that brought me back to a place I never thought I’d find again, a place of energy, hope, and joy.”
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Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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