É meio do ano: como estamos de leitura?
Como é que vocês estão de leitura? Quando julho começou, bateu a reflexão: estamos no meio do ano, e é claro que eu não fiz tudo o que queria. Como passa rápido! Em relação à ~dívida~ com a minha estante, estou aquém do que pretendia quando 2012 começou. Mas sabe do que mais? Estou cansada de me sentir insatisfeita com o que eu consigo fazer no tempo que tenho. Então a verdade é que li bem mais do que em 2011, e isso é um avanço.
E tenho aprendido um bocado sobre “eu leitora”. Por exemplo, simplesmente não consigo emendar um livro no outro, tem que ter um tempo aí no meio. A impressão é de que ler é algo tão envolvente, mas tão envolvente, que não dá para sair de um universo literário e entrar logo em outro. Por isso que eu me encontrei no mundo, quando vi essa imagem:
E para escrever, então? Difícil é postar sobre uma obra logo que termina a última página do livro, preciso de alguns dias ou semanas maturando o que acabei de absorver. Para sistematizar a lista, imitei a ideia do Isaac Sabe: criei um álbum no Facebook com fotos dos livros que eu li esse ano. E vou acrescentando à medida que a lista aumentar.
E você, o que leu esse ano?
Gif animado do Breathing Books. E imagem via Felipe.
Porque o Dia do Escritor sempre será um grande dia
Hoje, 25 de julho, Dia do Escritor é a data mais justa que existe. O que seria da gente se não fossem eles? É por culpa deles é que a gente pode escolher um cantinho legal e abrir um livro. E por abrir um livro, leia-se: viver uma aventura, conhecer outras pessoas, achar um lugar no mundo, se emocionar, aprender, ser alguém melhor.
O fato é que as maravilhosas histórias a que temos acesso muitas vezes custam caro para quem as criou. Se tem uma coisa que me impressiona é: como os escritores sofrem! Um trecho do maravilhoso Cartas a um Jovem Poeta, de Rainer Maria Rilke, indica como a atividade é visceral. Observação sempre ratificada pelos escritores quando o assunto é a profissão.
Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite:”Sou mesmo forçado a escrever?” Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples “sou”, então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. Sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão.
Então não é algo costumar fluir, vem em cima de muitas crises, questionamentos e sai rasgando. Ao longo da história, tantos que hoje são cânones tiveram suas obras rejeitadas, tem os que só foram reconhecidos depois de mortos. Até hoje o caminho é difícil para novos autores. Por mais que a tecnologia facilite o acesso, pleitear um lote no mercado literário e conquistar os leitores são tarefas árduas.
Logo abaixo, três listas do melhor site em fazer listas literárias, o Flavorwire, reforçam o que eu digo.
Autores famosos rejeitados —-> Imagens (para não restar dúvidas) de cartas de rejeição recebidas por autores famosos. É difícil acreditar que um Lolita, de Nabokov, um On The Road, de Jack Kerouac, ou um livro ilustrado de Tim Burton, The Giant Zlig, tenham recebido um grande e sonoro NÃO. Mas está lá.
10 famosos autores que se suicidaram —–> É muito triste, mas nada raro no mundo da cultura. A literatura é que não ia mesmo escapar. Estão lá nomes como Sylvia Plath, Virginia Woolf, Ernest Heminghway, Hunter S. Thompson só pra começar.
Empregos estranhos de escritores —-> Antes de serem famosos, alguns autores tiveram os mais improváveis empregos. J.D. Salinger foi diretor de entretenimento em um transatlântico sueco de luxo, e Franz Kafka era o secretário-chefe jurídico de acidentes dos trabalhadores.
E, ainda assim, eles não param. Por essas e outras é que hoje é um grande dia.
Dicas do Flavorwire via Dulce.
Frisson do momento: Fracasso de Público
Grande leitora de quadrinhos eu não sou, mas de vez em quando curto fazer umas incursões. Os fãs de quadrinhos que me lerem vão me achar uma boba, mas fico ainda super-ultra-deslumbrada quando eles são sobre a vida real. Os resquícios de quem passou a infância toda lendo Turma da Mônica e sendo feliz. O deslumbre foi assim com Maus, do Art Spiegelman, que é absurdo de bom ao contar a história de uma família judia em meio ao holocausto. E aí me deparo também com a série Fracasso de Público (no original, Box Office Poison), do Alex Robinson, dividida em três volumes: Heróis Mascarados e Amigos Encrencados, Desencontro de Titãs e Adeus.
Só comecei a ler por causa de Rick, o craque de cinema do A Prancheta, que insistiu em me emprestar os dois primeiros volumes por causa de Sherman, o personagem livreiro. Devorei os dois e ontem corri na livraria pra comprar o Adeus, já um pouco saudosa. Depois de ler o terceiro livro, vou falar com propriedade aqui. Mas até agora a melhor definição para a série, eu encontrei na contracapa de um deles: “Um épico do cotidiano”. Recomendadíssimo. Entendam melhor vendo o trailer do primeiro livro acima, e Sherman pensando alto sobre seu relacionamento, abaixo.
Valeu, Rick!
Ganhe um marcador de livro do Menos um na estante
Tenho um monte de marcadores de livros lindos do Menos um na estante, criados por Célia Lins com a ajuda de Anizio. Estão todos lá, esperando parar na mão de vocês de alguma forma. Como não tem pra todo mundo, tem que ser via promoção. Então criei um desafio literário, pra gente falar de livros e vocês ainda ganharem um mimo do blog.
E nada mais oportuno do que o 20 de julho, Dia do Amigo. Sabe quando tudo o que você quer é bater um longo papo com aquele personagem do livro num café ou mesa de bar? Então a minha questão é: QUE PERSONAGEM DE LIVRO VOCÊ QUERIA TER COMO AMIGO? Para participar, é só responder à pergunta aqui na aba no Facebook. Os autores das 20 melhores respostas vão receber em casa o marcador de livros. Só tem que morar no Brasil.
E para os blogueiros de literatura de plantão: vamos fazer postagens respondendo à pergunta? Colocarei aqui todos os links de post.
Vamos falar de literatura!
Inspire-se
A questão nunca é se o livro inspira, mas como? Essa função irrevogável ganhou uma representação pela editora Hachette Australia, que montou num galpão vazio esculturas com livros e o que eles representam. Com novos livros vêm novos sentimentos. Veja e inspire-se.
Via Flavorwire. Dica de Dulce.
Histórias de livros ganhos ou com dedicatórias
Viver histórias por meio dos livros é certamente algo grandioso. Só que em torno do objeto livro há outros significados paralelos ao ato da leitura em si. Por exemplo, você já parou pra pensar nos livros que ganhou de presente? O que cada um significou? A mensagem que as pessoas querem passar quando dão a outras determinadas obras e o sentimento que fica pra quem recebe são dois aspectos muito, muito especiais.
Como numa forma de investigar, foi criado o tumblr The Book They Gave Me. Lá são colecionadas histórias que vividas entre alguém que deu um livro e alguém que ganhou, de como as relações ficaram mais fortes ou mais fracas depois. A maioria não é mirabolante, é simples e bonita.
E no meio desse afeto ainda cabe muito o tumblr Eu te dedico. Lá estão inúmeras fotos (e o texto grafado) de dedicatórias em livros. Eu consigo imaginar poucas coisas mais lindas do que uma dedicatória. Dá pra perder a hora lendo várias, analisar o contexto, imaginar porque é naquele livro que ela está escrita. E você também pode mandar uma dedicatória pra ser sorvida lá.
Embora seja uma facilidade, o fato de um presenteado poder voltar à livraria e trocar o livro é algo que intimidou um pouco as dedicatórias. Por isso é que quase todas às vezes que eu ganho um eu peço pra pessoa fazer uma dedicatória. Tem gente que fica intimidado, mas sempre acaba saindo algo legal.
Agora eu sou particularmente tarada em livros de sebo com dedicatória. Como diz a descrição do Eu te dedico, um livro com dedicatória tem duas histórias: a das páginas e a daquelas palavras escritas à mão antes de tudo começar. Então adoro pegar um livro antigo e rabiscado e imaginar a história no entorno dele. Muitas vezes são dedicatórias de décadas passadas.
Tirei uma foto pra vocês do que eu diria ser a dedicatória mais linda que eu já vi na vida. Como se não bastasse a beleza das palavras, está escrita em caneta azul numa letra caprichada num A Paixão Segundo GH, essa obra prima de Clarice Lispector. É enorme, ocupando o verso da capa e a primeira folha. Beto escreveu pra o amigo Tucci, e depois colocou Natal-82. Não sei se foi na época natalina ou na cidade de Natal. Mas, gente, eu tinha 1 ano. Gosto de imaginar que pessoa bonita era Beto, e como devia ser profunda essa amizade. Deixo o trecho final pra vocês entenderem o que eu digo:
(…) Serás jovem enquanto te conservares receptivo ao que é belo, bom e grande. Receptivo às mensagens da natureza, do homem, do infinito.
E se um dia teu coração for atacado pelo pessimismo e corroído pelo cinismo, que Deus então, se compadeça e tua alma de velho.Tucci,
Espero que goste desta lembrança dada com carinho.
Um abraço do amigo
Beto
Natal-82
E vocês, têm dedicatórias lindas nessas estantes?
Primeira foto do BookPorn. Tumblr foi dica de Tarrask. Segunda foto minha.
Ideias de estantes criativas do tipo faça você mesmo
Não sei por aí, mas por aqui o clima é de um delicioso e lindo feriadão. Feriadão rima com colocar pendências procrastinadas em dia, que pode ser muita leitura ou uma boa arrumação nos livros. E por que não, organizar a estante? Então nada como esse precioso link de 25 ideias impressionantes para estantes.
Já conhecia alguns modelos, mas a diferença é que o site BuzzFeed ensina como fazer muitas delas de um modo que parece muito fácil. Até me achei capaz de colocar em prática. As três fotos acima são das que eu mais gostei, especialmente a dos caixotes (nunca ia pensar nessas caixas de papelaria dessa forma).
Se você curte ideias de estantes criativas, recomendo visitar a seção estante do blog e o álbum “Estantes” no Facebook.
Dica de Dulce.
O fungador
Não sei você, mas eu me identifiquei 100%. Quem nunca, né? Agora que tem o perfume de livro novo, então.



















Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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