Coffee time, para turbinar a semana
“Cada xícara de café contém sua própria alma, extraída do seu sentimento hoje. Cada xícara de café é como um show de mágica contendo uma jornada diferente e trazendo inesgotável imaginação e surpresas. Com um gole, você não só prova sua própria história, mas também muda sua perspectiva de mundo.”
Inspirador, não? É uma tradução livre de um trecho que está abaixo do vídeo, no Vimeo. Stop-motion já é simpático por natureza, sobre café então! É para desejar uma boa semana pós-feriadão para todos.
E registrar o desejo de turbinar o Menos um na estante, em homenagem aos leitores que disseram que gostam, pediram para postar mais. Fico muito agradecida, pois cada comentáriozinho que seja é triplicado em incentivo para cuidar do blog! E aos pouquinhos ele está crescendo. Vamos que vamos!
Elizabeth Gilbert e o monstro da criatividade
Navegar pela internet, é algo tão dinâmico que é difícil parar pra ver um vídeo de mais de 3 minutos. A não ser que sejam muito bem recomendados, eu deixo muitos passarem. Esse da escritora de Comer, Rezar, Amar tem 20 minutos. Aí alguns podem pensar: ah, uma palestra da autora do “best-seller água com açúcar”? Exatamente, e vale cada minuto. Digo mais: se você é ligado à qualquer atividade criativa, não dispense as reflexões da Elizabeth Gilbert.
Primeiro, a gente é fisgado pela simpatia e bom humor da autora. Elizabeth fala sobre a escolha de ser escritora, enfrentando o sentimento coletivo de que exercer uma atividade criativa é ser fadado ao fracasso, à depressão, à falta de reconhecimento, de sucesso, à frustração, uma reputação reforçada ao longo do tempo. Um trecho:
“Meu pai, por exemplo, era um engenheiro químico e eu não me lembro de ninguém perguntar a ele, em seus 40 anos de atividade, se ele tinha medo de ser um engenheiro químico, certo? (…) Mas verdade seja dita, os engenheiros químicos, como um grupo, não têm uma fama que atravessa os séculos de serem alcoólatras maníaco-depressivos. Já nós, escritores, meio que temos essa reputação, não apenas escritores, mas pessoas criativas de todos os tipos, parecem ter essa fama de serem emocionalmente muito instáveis. E se olharmos para a triste marca do número de mortos apenas no século 20, de mentes criativas realmente magníficas, que morreram cedo e muitas vezes por suas próprias mãos, sabem? E mesmo aqueles que não cometeram suicídio, literalmente, parecem ter sido derrotados pelos seus dons.”
A palestra foi no TED 2009, quando Elizabeth finalizava o temido livro pós-best-seller que vendeu 8 milhões de exemplares pelo mundo. Ela começou a pesquisar na história da humanidade em que momento o homem conseguiu lidar bem com a criatividade, e chegou à Grécia antiga. Época em que homens geniais como Sócrates eram tratados não como gênios, mas como sortudos de terem uma inspiração divina a favor. Visão que liberta um pouco o artista da responsabilidade de suas criações.
Enfim, é um belo relato. Tão interessante que me deu mais vontade de ler a obra.
Comprometida (veja o trailer) chegou às livrarias em 2010. No Brasil, pela editora Objetiva. O novo livro da escritora, ainda auto-biográfico, agora é sobre as dificuldades de concretizar o relacionamento com o brasileiro Felipe, inclusive por conta de problemas com a imigração.
Vi no Gogojob.
Um ano sem Saramago
Fez um ano da morte de Saramago no último sábado, 18 de junho de 2011.

Tão rápido, que quase passaria meio de raspão, se não fossem essas coisas que ferramentas como o Facebook facilitam, e muito. O amigo Tiago Martins nos lembrou a data, compartilhando algumas palavras do escritor português. Também postou essa foto e um vídeo, de quando ele assiste à adaptação para o cinema de Ensaio Sobre a Cegueira.
Tudo tão significativo que eu decidi trazer pra cá, pra todo mundo também ter acesso. E espero que ele não ligue:
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Sábado fez um ano que o José passou dessa “pruma” melhor.
No mesmo dia, sua mulher, Pilar del Rio e sua filha Violante colocaram as cinzas dele ao pé de uma oliveira centenária que trouxeram de Azinhaga, sua aldeia natal para Lisboa onde funcionará a Fundação José Saramago…
Achei esse texto aqui, muito interessante, que fala sobre essa nossa condição maior enquanto seres humanos, a condição da impermanência.
“O que sabemos dos lugares é coincidirmos com eles durante um certo tempo no espaço que são. O lugar estava ali, a pessoa apareceu, depois a pessoa partiu, o lugar continuou, o lugar tinha feito a pessoa, a pessoa havia transformado o lugar.” (Saramago)
A literatura de Saramago é uma das que eu me envergonho de não conhecer ainda. E mesmo assim eu me emocionei.
Em tempo: Tiago é leitor assíduo e já colaborou para o Menos um na estante com uma lista bem legal: 5 livros para ler no inverno.
Escritores em nós narrativos

via updateordie.com
Genial esse quadro do Cinismo Ilustrado. Dos que eu conheço de ler o autor ou sobre ele, tem tudo a ver. O nó de James Joyce me deu mais medinho de encarar um. Tem a toalha do Adams, que escreveu o Guia do Mochileiro das Galáxias, e ainda a representação do Twitter, sem começo nem fim. Todos ótimos. Mas como a Adriana Salles, no post do UpdateorDie, eu nunca tinha ouvido falar no Monterroso. Dica de Dulce.
David Stark: a vida é uma série de histórias

via designsponge.com
Só vale pegar páginas de um livro e fazer outra coisa se for bem legal. Pra mim, David Stark passou no teste. Ele fez essa série, com o tema “Life is made up of a series of stories. You are an important part of mine”, para um evento em Washington. Para deixar o fim de semana mais lúdico.
Outras formas legais de livro-arte.
Qual a melhor hora para ler?
É, fazer o que se tem vontade, na hora em que dá na telha: não tem coisa melhor. Mas eu precisei rever esses meus conceitos, cumprir mais horários, começar as coisas e acabar, e tenho procurado aprender a funcionar melhor, produzir mais, até pra ficar mais tranquila pra curtir.
Então, nessa tentativa de encontrar rotina pra coisas importantes, eu fico pensando qual a melhor hora pra ler. Como eu sou muito sonolenta, ler antes de dormir não funciona pra mim. Já pensei em acordar mais cedo e ler algo todo dia. E aí, decidi testar a ferramenta “Perguntas” no Facebook, e lancei a enquete na fan page do Menos um na estante, bem despretensiosamente.
Fiquei surpresa com a adesão: 70 pessoas responderam. Por isso decidi colocar aqui, e já estou arquitetando outras perguntas livreiras e literárias pra fazer por lá. A maioria (33 votos) acredita que qualquer hora é boa pra ler, e outro tanto prefere ler antes de dormir (22 votos). Outros acham interessante numa hora de lazer, no fim de semana. E você?
Por falar em mídias sociais, você segue o Twitter do blog? @menos1naestante
É só impressão
via coolhunting.com
Essa poderia ser mais uma prateleira de livros, se não fosse um trabalho do artista paquistanês Rashid Rana, brincando com o nosso conceito de real. De fato, são cubos de alumínios onde estão afixadas fotografias pixeladas de livros. Legal, né? Rana gosta de questionar o nosso senso do concreto, de dimensão, de posicionamento confortável em relação às coisas. Assim como a literatura faz.
Link de Dulce Reis.
15 coisas que você deveria saber sobre o café
Hoje, o Update or Die postou esse infográfico maravilhoso, sobre a bebida mais bonita da cidade, e eu não resisti: trouxe pra cá. A imagem de livros com café (e um estômago forte) é uma das paisagens do paraíso pra mim, de modo que passa a importar menos o background – uma praia, o campo, uma varanda, uma sala.
Notem que a cafeína aumenta a capacidade de aprendizado, além de reforçar memória, reflexos e clareza de pensamentos. Também ajuda a ficar mais feliz. Os efeitos colaterais? A gente esquece.






Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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