Carnaval: expectativa x realidade
Juro que eu quero pelo menos terminar o livro que eu estou lendo nesse Carnaval. A gente olha assim, são quatro dias inteirinhos pra fazer o que quiser. Só que num instante passa e o chamado da folia é, na maioria das vezes, irresistível.
E vocês, pretendem ler nesse Carnaval? Aguardo as respostas aqui, no Instagram ou no Facebook do Menos um na estante.
Com leitura ou sem leitura, um Carnaval bem alegre para todos.
Luminária em forma de livro
Esses designers e seus gadgets livrescos maravilhosos. A Lumio é uma luminária em forma de livro, cuja intensidade da luz é controlada pelo ângulo de abertura das páginas: quanto mais aberto, mais luz. A criação é de um designer industrial da Indonésia, Max Gunawan, que também é arquiteto.
Como se não bastasse ter a forma do nosso objeto preferido, a Lumio é à prova d’água para uso em ambientes externos e imãs nas extremidades para facilitar a portabilidade. A luz é LED, e a bateria dura 8 horas. Ainda dá para abrir a luminária inteira e pendurar no teto. Só não consegui descobrir se é possível comprá-la em algum lugar.
Um gif
Um gif da série britânica Sherlock, do documentário Van Gogh: Painted with Words, da BBC. Tinha certeza que era uma cena da série Sherlock, e a leitora me corrigiu nos comentários (Obrigada, Emilia!). Preciso ver esse documentário, mas a série eu acompanho e vale muito a pena. Não, não é aquela em que Watson é interpretado por Lucy Liu, não entendo porque fazem isso. Para quem curte, a terceira temporada começa 10 de março. o/
Impresso vs. digital, bons argumentos
Descobri que sentia falta de ar fresco na discussão sobre livro impresso x livro digital justamente quando o encontrei. Exatamente em um artigo de Marcelo Coelho, que você lê inteiro no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo (23/01/2013). O primeiro parágrafo me prendeu de cara, pois Coelho começa assim:
Ando meio cansado dos tradicionais elogios ao livro impresso. Aquela conversa de “adoro cheiro de livro não me convence muito; de tão repetitiva, parece perder a sinceridade que possa ter tido, tornando-se talvez só um clichê. (…) É que todo esse apelo à ‘fisicalidade’ do livro tender a ser uma traição, acho, do que há de mais espiritual no ato de ler.
É nessa hora que a gente acha que o Marcelo Coelho vai descer elogios aos e-readers, e ele até começa a fazê-lo na questão da praticidade de ler volumes grandes no seu Kindle. Só que o autor lança novos motivos de preferência do livro impresso, para ele, “os problemas são outros”.
Em primeiro lugar, é muito chato ler qualquer livro em que o texto tem a invariável aparência de um documento Word. Será incompetência minha ou toda a arte da tipografia desaparece com o Kindle?
E as capas? Não existirão mais? Voltamos ao século 19 com essa novidade eletrônica. Além disso, não me conformo em pagar, digamos, quarenta reais apenas pelo direito abstrato de baixar um arquivo literário na máquina.
Outras queixas são a ausência do parâmetro de espaço, para ver a página ao lado, a página de trás, e até para o lugar nas prateleiras. Como os dispositivos abrem o livro na página em que você parou de ler, também não acontece de você pegar o livro e dar uma olhadinha naquele trecho do começo, aquele repassar rápido. Enfim, Coelho me fez perceber aspectos que eu nunca tinha pensado e reforçar que os livros digitais, embora tenham seu espaço, precisam evoluir muito pra estar a altura de um debate em que a palavra “substituição” seja usada.
Foto daqui.
O Hobbit abriu o paladar para Tolkien
Ler O Hobbit, de J.R.R. Tolkien, só me deu mais vontade de entrar mais no mundo criado pelo escritor britânico. Principalmente porque a impressão que eu tive é a de que eu estava diante de uma obra mais simples de Tolkien. Na verdade, a impressão que eu comprovei. Porque um amigo muito inteligente literariamente falando tinha me alertado: “Lembre que O Hobbit foi escrito para o filho dele”.
Ok, diante da alta expectativa que tenho de Tolkien, isso evitou uma frustração. Não entenda que o livro é ruim, muito pelo contrário. É um bom livro, com uma grande história. É só porque eu esperava que Tolkien exigisse mais do leitor, o que não acontece – e há de ser proposital. Outra coisa importante de saber é que O Hobbit é o primeiro livro de ficção dele, lançado em 1937. É onde começou o desenvolvimento de toda a Terra Média e suas criaturas fascinantes.
É uma história sobre sair da zona de conforto, e se jogar no desconhecido e perigoso em busca de frio na barriga, e ainda colaborando para uma causa nobre. Uma grande história sobre isso. E também sobre voltar pra casa e se perceber alguém completamente diferente. O hobbit Bilbo Bolseiro é convocado pelo mago Gandalf para acompanhar os anões desempenhando o papel de ladrão na perigosa aventura para reaver a Montanha Solitária. O lugar que outrora era do povo deles, com todo o ouro que eles passaram muito tempo juntando, tudo roubado pelo dragão Smaug.
Nós somos gente simples e acomodada, e eu não gosto de aventuras. São desagradáveis e desconfortáveis! Fazem com que você se atrase para o jantar! Não consigo imaginar o que as pessoas vêem nelas.
Palavras de Bilbo, pouco antes de embarcar na aventura.
Depois de ver os três O Senhor dos Anéis e o primeiro O Hobbit no cinema, ler o livro trouxe uma sensação bem interessante. Ao mesmo tempo em que havia a familiaridade com os personagens, todos ficaram mais próximos e eu comecei a entender melhor as motivações de cada um e o funcionamento da Terra Média.
É um mundo fascinante esse em que as pessoas respeitam o que é dito de boca, ajudam oferecendo cama e banquetes a desconhecidos quando apóiam a causa deles, onde os grandes acontecimentos se transformam em canções entoadas de geração em geração. O fato é que me despertou uma vontade grande de ler todos O Senhor dos Anéis, e ainda ver todos os filmes de novo. A única coisa muito estranha é que não há mulheres na história, todos os personagens são masculinos. Tudo bem que na década de 30, as mulheres ainda estavam longe de ter o papel que têm hoje na sociedade, mas ainda assim é esquisito.
Comparando o filme O Hobbit, recém-lançado com o livro, posso dizer que há muitos detalhes diferentes. Sabe quando uma história é contada a fulano, que conta a cicrano, que conta a você? É como se ao recontar a história, os roteiristas preenchessem as lacunas que eles não lembravam do jeito que eles quisessem.
Mas no sentido geral, a transposição para o cinema me parece bem justa, passa o clima do livro. Pelo menos desse primeiro filme, que é apenas um terço da história. Fico particularmente feliz com o ator escolhido para interpretar Bilbo Bolseiro – já gostava muito do Martin Freeman na série britânica Sherlock, onde ele interpreta Watson. Vamos ver se tudo continua assim.
E para finalizar esse post com chave de ouro, uma galeria com capas antigas do livro, diretamente garimpadas daqui.
Brasileiras que merecem um tom de colorido
Se você não conhece o Suplemento Pernambuco, está na hora de conhecer. Hoje mesmo no café da manhã abri uma edição e dei de cara com uma ótima matéria de Talles Colatino, sobre duas autoras brasileiras que fizeram muito sucesso há algumas décadas ao explorar esse limiar complicado entre erotismo/pornografia. Num momento em que todo mundo está lendo 50 tons de cinza, da E.L. James, é muito justo lembrar de Cassandra Rios e Adelaide Carraro, que caíram nas graças do público e de toda uma geração com suas obras. Vale muito a pena ler a matéria – e todo o suplemento, que sai mensalmente e está todo disponível online.
Ah, e as imagens lindas que ilustram a matéria são da Hallina Beltrão.
Felicidade é…
A internet tem de tudo, até um diário da felicidade, o Felicidario. Um site lindo, que todo dia coloca imagens coloridas e fofas contando o que é felicidade. O de hoje, 21 de janeiro, é bem a cara do Menos um na estante. Dica de Adelmo.
Fotografia: mulheres leitoras
Eu amo essa foto. Ela diz tanta coisa. Dessa ideia de se sentir aconchegada no meio de uma estante de livros, e ao mesmo tempo imprensada entre ela. Tinha visto a foto no Bookporn, e fiquei curiosa de saber quem tirou. Descobri que faz parte de uma série da fotógrafa Vanessa Rudloff, chamada Beauty and the Books (Beleza e Livros).
De onde vieram essas, existem mais, lindas.




















Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


Comentários