Próximo da fila: Gatsby
Acabei de acabar os contos de Lovecraft que estava lendo e agora o próximo da lista é O Grande Gatsby, romance de F. Scott Fitzgerald, de 1925. Acima, uma mapa de personagens com os quais eu pretendo me familiarizar. É um clássico que já tinha seu apelo na minha estante, mas passou na frente dos outros por conta do filme que está prestes a estrear e eu sou obssessiva por leia-o-livro-veja-o-filme. A previsão de estréia no Brasil é 7 de junho próximo.
Pelo trailer, dá para ver que o filme é bem blockbuster, com uma pegada modernosa demais pra uma história que acontece nos anos 20. E ainda tem Leonardo di Caprio. Um ponto positivo é a Carey Mulligan, essa fofa. Preconceitos à parte, vamos ver no que vai dar. O que vocês esperam?
O Hobbit, o filme depois do livro
É estranho, mas as coisas boas e os dias agradáveis são narrados depressa, e não há muito que ouvir sobre eles, enquanto as coisas desconfortáveis, palpitantes e até mesmo horríveis podem dar uma boa história e levar um bom tempo para contar.”
Trecho de O Hobbit, de J. R. R. Tolkien, a minha atual leitura, que estou curtindo bastante. Apesar de ser uma experiência estranha ler depois de ter visto o primeiro filme. Eu já sei uma parte da história, e aí fico só comparando com o que vi no cinema, e muitos detalhes são diferentes. O que me leva a pensar o porquê de a produção mudar coisas pequenas, que aparentemente não fariam diferença.
Gostei muito do filme, mas odiei o fato de terem transformado um único livro em três filmes (a saga só acaba em 2014 :/). É comercialmente descarado demais. A única coisa boa é que logo vou chegar na parte da leitura onde o primeiro filme acaba, e aí sim estarei lendo sem pré-julgamentos.
Da literatura pra o cinema: crises da adaptação
As pessoas podem até não estar lendo tanto, mas estão consumindo o que vem da literatura. Há tempos que áreas como o cinema e o teatro se alimentam, e muito, da produção literária. Algumas adaptações são divulgadas, de best-sellers, fazem parte do marketing do filme até, mas outras a gente não fica nem sabendo. O infográfico acima eu vi no ótimo blog Literatortura, e mostra os 20 escritores mais adaptados, uma lista encabeçada por Shakespeare, que passou por 891 adaptações. Claro que estão lá Dickens, Poe, Doyle.
É uma relação de amor e ódio. Por um lado, é vantajoso pra literatura porque os livros ficam famosos, são mais lidos e os autores mais reconhecidos. Por outro, a coisa mais difícil do mundo é a adaptação cinematográfica fazer jus à obra original.
Tarefa fácil não é, e não dá pra esperar uma reprodução. Na migração entre plataformas, algumas coisas certamente vão se perder, como os detalhes, e outras serão ganhas, é o caso da estrutura visual. Mesmo quando é bem feito, é outra obra diferente (afirmativa de vários estudiosos). Ainda assim, os fãs dos livros ficam frustrados com o que encontram nas telas. Mas não é só o público que chia, os escritores também xingam as adaptações que não os agradam.
No site da Veja, há uma lista com nove filmes odiados pelos escritores das obras originais (a montagem acima é de lá). O mais interessante é que alguns são referência quando o assunto é cinema. Kubrick mesmo, coitado, teve dois grandes filmes reprovados. Dá para acreditar que Anthony Burgess e Stephen King não gostaram de Laranja Mecânica e de O Iluminado? E Roald Dahl, que impediu a continuação de A Fantástica Fábrica de Chocolates, de 1971, de tão insatisfeito que ficou? A lista toda está aqui.
Faça como a Jennifer Lawrence
O negócio é fazer como a Jennifer Lawrence, de Jogos Vorazes e Inverno da Alma: ter sempre um livro à mão para aproveitar qualquer tempinho livre, ou um intervalo entre uma cena e outra. Simpatizo muito com a atriz, não sei ao certo se porque vou com a cara dela ou com a dos personagens que ela tem incorporado, e bem. Ela tem 21 anos e é A Queridinha mais durona, segundo esse ótimo perfil na Rolling Stone.
Do BookPorn.
Woody Allen indica: os cinco livros preferidos
Estamos no quinto mês do ano, e daqui a pouco acaba o primeiro semestre. Um pouco de terrorismo para perguntar sobre aquela lista de livros que você prometeu ler em 2012. Ainda está de pé? Sobre a minha, se fosse uma competição, eu perderia fácil, mas continuo jogando. E se você está meio perdido sobre o que ler agora, que tal o top 5 do mestre Woody Allen? Você pode até não gostar dos filmes dele, mas que ele tem super bom gosto – vide referências nos filmes -, ninguém pode negar. Dá uma olhada nos preferidos dele.
1. The Catcher in the Rye, de JD Salinger (1951)
2. Really the Blues, de Mezz Mezzrow and Bernard Wolfe (1946)
3. The World of SJ Perelman (2000)
4. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (1880)
5. Elia Kazan: A Biography, por Richard Schickel (2005)
Outra opção é ir na seção Indico do Menos um na estante, com posts sobre livros que eu e colaboradores recomendamos. ;)
Do The Guardian.
O discurso todo especial de Neil Gaiman
O escritor Neil Gaiman, além de charmosíssimo com esse sotaque britânico, é uma figura. Com o roteiro para um episódio da série Doctor Who, chamado The Doctor’s Wife, ele ganhou o SFX Awards 2012, premiação específica de ficção científica para Cinema e TV.
Enquanto os também premiados George R. R. Martin, de Game Of Thrones, e Robert Kirkman, de The Walking Dead, fizeram discursos da forma tradicional, Gaiman o fez de uma forma toda especial.
Dica de Tarrask.
Leia o livro e veja o filme indicado ao Oscar
Quase que eu desistia de fazer esse post depois que vi o último causo do Manual prático de bons modos em livrarias. Mas, não vou mentir, uma das minhas obsessões é fazer um leia-o-livro-veja-o-filme, e incrivelmente eu nunca consegui fazer isso. E aí chega nessa época do ano e você ainda tem a oportunidade de fazer um especial do Oscar!
Os indicados já saíram e entre eles alguns são filmes adaptados de obras literárias. Considerando que a premiação é dia 26 de fevereiro, há aí pouco menos de um mês para escolher algum dos livros abaixo, depois ver o filme e fazer as apostas.

Os descendentes (Alfaguara, R$ 34,90), de Kaui Hart Hemmings
No livro da americana, o Havaí como cenário da história de uma família incomum, chefiada pelo personagem vivido por George Clooney nas telonas. O filme é dirigido por Alexander Payne e concorre nas categorias de melhor filme, direção, ator, roteiro adaptado e edição.
O espião que sabia demais (Record, R$ 44,90), de John Le Carré
O clássico ganhou nova edição com capa caprichada depois da adaptação. O filme é sensacional, espionagem à moda antiga, no que a expressão pode ter de melhor. É daqueles que fazem a gente colocar a cuca pra funcionar para desvendar o que está acontecendo. Então, com a teoria de que o livro é sempre melhor, imagino que a obra do Le Carré seja imperdível. Concorre nas categorias ator para o mestre Gary Oldman, roteiro adaptado e trilha sonora.
Os homens que não amavam as mulheres (Companhia das Letras, R$ 42), Stieg Larsson
Quem nunca ouviu falar na trilogia Millennium? Impossível. São três best-sellers escritos pelo sueco que mal aproveitou a fama, pois faleceu em 2004. Os homens que não amavam as mulheres é o primeiro deles, e foi adaptado por Hollywood, depois de uma versão da Suécia/Dinamarca/Alemanha. Cheio de estrelas, concorre nas categorias de atriz, fotografia, edição, edição de som e mixagem de som.
Matilda é quem sabe das coisas
Matilda não queria saber de TV, aos 4 anos. Ela gostava mesmo era de ler, resistindo inclusive ao pai, que estranhava a atitude da menina. Ela começou a frequentar a biblioteca pública de um jeito tão intenso que antes mesmo de entrar na escola, já tinha lido Charles Dickens, Jane Austen, Ernest Hemingway, George Orwell.
É essa personagem superdotada e fofa que eu quero deixar pra vocês no fim de semana. Tenho uma vaga lembrança do filme Matilda (1996), provavelmente de alguma Sessão da Tarde. É uma adaptação do livro de mesmo nome do britânico Roald Dahl, cuja cabeça também criou A Fantástica Fábrica de Chocolate. Ele viveu entre 1916 e 1990, e tem um site bem divertido em sua homenagem.
Fisgado do Twitter da @andreiabelmonte.



![O Grande Gatsby [infográfico] O Grande Gatsby [infográfico]](http://www.menosumnaestante.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_m5y4ttj80D1qa3n1wo1_r2_500.jpg)





Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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