Cinco suportes para livros criativos
Quem acompanha o blog, sabe que junto com os livros, estantes e marcadores de livros, tem outro objeto que sempre ganha espaço por aqui, os porta-livros ou suporte para livros. Aquele objeto que quebra um galho enorme na hora de organizar as prateleiras e as estantes. Se for charmoso então, mal não faz. Tenho visto alguns bem criativos e juntei todos aqui pra vocês.

Ideal para os livros de ficção científica.
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Troca de quadros e um espaço charmoso em Lisboa
Se você ainda não acompanha o projeto Troca por um quadro, deveria. É de Pedro Melo, um cara que eu conheço pouco e com quem simpatizo demais. Além de admirar, porque não tem uma coisa que eu tenha visto ele desenhar que não tenha ficado linda (como a ilustração acima). Acontece que ele está viajando com amigos por cidades da Europa trocando sua arte por hospedagem, alimentação, sorvete e o que mais dá na telha. É empolgante acompanhar as fotos em Berlim, Roma, Florença, Istambul.
Pedi a Pedro que avisasse se visse algo #menos1naestante, com esse olhar todo colorido e aventureiro. Então na passagem por Lisboa, ele visitou esse lugar charmoso chamado Fabrico Infinito e mandou as fotos para o blog. É um espaço diferente, uma galeria conceitual cheia de coisas criativas e de livros pela estante, pela bicicleta, pelo chão. Adorei. Segundo ele, fica num bairro beeeem boêmio da cidade, lindinho.
Porque viajar pelos olhos de Pedro também é massa demais, viu? Resta agradecer a contribuição para o blog e desejar vida longa ao Troca por um quadro. :)
Um par de marcadores de livros criativos
Quase tão companheiro quanto o livro é o marcador de livro, objetozinho simples e muito útil pra não deixar você se perder na leitura. Se for criativo e parecer com a gente, melhor ainda. Eu sou viciada neles – sempre quando viajo acabo trazendo um na mala. Então aí vão aí duas ideias muito boas: uma que eu queria encontrar pra comprar e outra divertida pra tentar fazer.
Um eu vi aqui e outro aqui, dica de Adelmo.
Quer ver mais marcadores de livros?
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Tanque de guerra do amor aos livros
É como se todos os leitores do mundo se sentissem temerosos quanto ao rumo da literatura e dos livros. Só isso explica o alto nível de criatividade para disseminar a leitura. Desde estantes improváveis até projetos mirabolantes, pessoas ou empresas têm conseguido chamar a atenção para os livros.
Raul Lemesoff não deixou por menos ao resgatar um tanque de guerra Ford Falcon de 1970 e criar um tanque de livros. Com a sua “Arma de Instrucción Masiva” (Arma de instrução massiva), Raul percorre as ruas de Buenos Aires distribuindo livros gratuitos para a população, e recolhendo doações. Genial que um veículo antes utilizado pra algo tão destrutivo quanto a guerra tenha se tornado um meio lúdico de levar a literatura para perto das pessoas. Não deixem de ver o vídeo, matéria da AFP sobre a iniciativa.
Ah, e tiveram saudade do blog? Passei uns dias em São Paulo e ficou complicado de atualizar. Mas pelo menos trouxe uns posts legais na cabeça, vocês vão ver :)
Informações e fotos daqui e daqui. E dica de Catarina, Amaral e Dulce.
Estantes & estantes
Tantas estantes eu já vi pelos sites afora, que achava difícil encontrar ainda muitas legais e diferentes. Ingenuidade a minha. Até que Samara me mostrou essas, postadas no Ideias Green. Essa toda geométrica do ambiente alaranjado é a minha top. Porque não basta gostar de ler, tem que ter fetiche, né?
Quer mais estantes? Tem entrando aqui.
Elizabeth Gilbert e o monstro da criatividade
Navegar pela internet, é algo tão dinâmico que é difícil parar pra ver um vídeo de mais de 3 minutos. A não ser que sejam muito bem recomendados, eu deixo muitos passarem. Esse da escritora de Comer, Rezar, Amar tem 20 minutos. Aí alguns podem pensar: ah, uma palestra da autora do “best-seller água com açúcar”? Exatamente, e vale cada minuto. Digo mais: se você é ligado à qualquer atividade criativa, não dispense as reflexões da Elizabeth Gilbert.
Primeiro, a gente é fisgado pela simpatia e bom humor da autora. Elizabeth fala sobre a escolha de ser escritora, enfrentando o sentimento coletivo de que exercer uma atividade criativa é ser fadado ao fracasso, à depressão, à falta de reconhecimento, de sucesso, à frustração, uma reputação reforçada ao longo do tempo. Um trecho:
“Meu pai, por exemplo, era um engenheiro químico e eu não me lembro de ninguém perguntar a ele, em seus 40 anos de atividade, se ele tinha medo de ser um engenheiro químico, certo? (…) Mas verdade seja dita, os engenheiros químicos, como um grupo, não têm uma fama que atravessa os séculos de serem alcoólatras maníaco-depressivos. Já nós, escritores, meio que temos essa reputação, não apenas escritores, mas pessoas criativas de todos os tipos, parecem ter essa fama de serem emocionalmente muito instáveis. E se olharmos para a triste marca do número de mortos apenas no século 20, de mentes criativas realmente magníficas, que morreram cedo e muitas vezes por suas próprias mãos, sabem? E mesmo aqueles que não cometeram suicídio, literalmente, parecem ter sido derrotados pelos seus dons.”
A palestra foi no TED 2009, quando Elizabeth finalizava o temido livro pós-best-seller que vendeu 8 milhões de exemplares pelo mundo. Ela começou a pesquisar na história da humanidade em que momento o homem conseguiu lidar bem com a criatividade, e chegou à Grécia antiga. Época em que homens geniais como Sócrates eram tratados não como gênios, mas como sortudos de terem uma inspiração divina a favor. Visão que liberta um pouco o artista da responsabilidade de suas criações.
Enfim, é um belo relato. Tão interessante que me deu mais vontade de ler a obra.
Comprometida (veja o trailer) chegou às livrarias em 2010. No Brasil, pela editora Objetiva. O novo livro da escritora, ainda auto-biográfico, agora é sobre as dificuldades de concretizar o relacionamento com o brasileiro Felipe, inclusive por conta de problemas com a imigração.
Vi no Gogojob.
Hervé Tullet e como se cria interação num livro de papel
Impressionante como muita criatividade e um pouco de inocência podem proporcionar uma experiência tão rica num meio antigo, cuja extinção é até cogitada. Com o livro Press Here, o diretor de arte e ilustrador parisiense Hervé Tullet trouxe para o papel uma interatividade que seria fácil ser pensada com tecnologia, mas ganha um encantamento maior sendo tão palpável. Sorte das crianças, que conseguem ver o mundo com o clima de primeira vez.
Tão simples e tão genial, ideal para uma sexta-feira! Vale visitar o site do artista, onde a imaginação corre solta (talvez seja até um bom lugar pra ir na hora do bloqueio criativo), cada clique é uma surpresa. O vídeo, peguei do site Cool Hunting, e foi indicado por Dulce.























Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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