Ganhadores de uma boa dose de Inverdades
Hora de dar o resultado do sorteio dos e-books do Inverdades: pequenas manifestações divinas em folhas de chá, marcas de sangue e manchas de batom. Foi difícil esse sorteio, viu? Primeiro precisei adiar muito o prazo porque tive problemas para usar o Sorteie.me, e ainda assim não funcionou, precisei adotar um sistema mecânico.
Só que ao divulgar o resultado, vi que tinham ficado de fora duas pessoas que participaram. Peço desculpas e a compreensão dos ganhadores que anunciei, mas preciso agir corretamente (não se preocupem que teremos outro sorteio bem legal em breve). Como poucas pessoas participaram, listei todas em ordem numérica:
Depois usei o Random.org direto para pegar três números aleatórios que iriam remeter aos três sortudos. Abaixo, os resultados:
Então, Parabéns @BrunaC_Oficial, @FilipeLion e @adelmovas! Preciso do e-mail de vocês para encaminhar para o Alex Luna enviar a cópia do livro por e-mail. Deixem aí nos comentários, mandem por e-mail (contato@menosumnaestante.com), por DM ou por mensagem na página.
O livro do futuro
Será que o livro do futuro será exatamente esse cuja existência lá décadas a frente é questionada? Imagina se a inovação um dia um dispositivo para leitura do jeito que temos hoje (e há tantos anos): um livro biodegradável, que não gasta energia, decora o lar, não faz mal aos olhos, e o melhor, tem um peso proporcional ao tanto de informação dentro.
Questionamentos geniais do ilustrador e cartunista Grant Snider. Essa estava na The New York Times.
Vi aqui.
A mina de ouro ou 500 livros para download grátis
Quem está sempre conectado sabe que até na internet há dias e dias. Uns em que não se aproveita nada, outros em que basta um link para a nossa alegria. Tive um da segunda categoria, quando o Catraca Livre divulgou uma mina de ouro dentro do site da Universia Brasil: mais de 500 livros para download gratuito. Entre títulos de comunicação, biografia de cineastas e clássicos da literatura, há muita coisa boa.
Um ótimo endereço para perder um tempinho abastecendo o celular, o tablet ou mesmo o computador para deixar aqueles momentos de ociosidade bem temperados. Só para vocês terem ideia, por lá se encontram 13 livros de Fernando Pessoa, A Divina Comédia em português, 40 livros de literatura de Cordel. Quem lê facilmente em inglês, há de se deliciar com quatro títulos de Jane Austen, oito obras de Conan Doyle ou mesmo 15 de Shakespeare, e é só o começo.
Foto do BookPorn.
Sem desculpas, James Joyce e Virginia Woolf de graça
Cada vez mais chego à conclusão de que: quem quer ler e não o faz, só age assim por desculpa. Tenho visto muitos projetos para baratear o preço dos livros, como as máquinas do Sudeste, ou até distribui-los. Sim, muitas iniciativas são fora do País, mas aqui começam a surgir algumas. Para quem tem internet, é ainda mais fácil. A começar pelos inúmeros grupos de troca de livros (depois vai rolar post), e os e-books gratuitos que o Google ajuda a encontrar.
Nessa hora, você pode alegar que não gosta de pirataria e eu vou lhe falar dos livros em domínio público, ou seja, obras que estão livres de direitos autorais. É o resultado de uma legislação que atua, com algumas variações, no Brasil e na Europa (EUA não entra na lista), e libera livros depois de no máximo 70 anos da morte do autor.
Por isso que as publicações de Machado de Assis estão vagando por aí há tempos, e todos os anos novos títulos deixam o grupo mais robusto. Em 2012, ficou disponível simplesmente toda a obra de James Joyce e a de Virginia Woolf. Coisa finíssima.
É bom ficar ligado inclusive porque eu já vi loja de e-books vendendo livros em domínio público.
Então, chega de enrolar: vai no http://www.dominiopublico.gov.br e aproveita. ;)
Vi no P2P e cultura digital livre. Foto do BookPorn.
García Márquez se reinventando aos 85 anos
O legal é que quando temos leitores de alto nível, a gente pode até se dar ao luxo de esquecer algumas datas importantes ou deixar passar uma notícia interessante, que eles estão ali para salvar o dia. Foi o que fez o Rafael Botelho, ao me avisar pelo facebook do blog, dos 85 anos do colombiano Gabriel García Márquez, nessa terça-feira (algumas horas atrás).
Chegar aos 85 anos não é pra qualquer um, e o autor de Cem Anos de Solidão mostrou como é que se faz uma boa comemoração. Lançou a versão digital dessa que é uma das principais obras da literatura latino-americana, pela editora Leer.es.
Valorizei muito a atitude. Mostra que, apesar de um corpo debilitado pela idade e pela doença, Gabito, como é chamado, mantém uma mente aberta, capaz de se renovar e se entregar às urgências do presente. Para alegria dos fãs, o e-book sai com a capa original, usada na primeira edição do livro, há 45 anos. Esse ano, o escritor ainda comemora os 30 anos do seu prêmio Nobel, recebido em 1982.
Bom, perguntei na fan page porque os leitores gostam de Gabriel García Márquez e de sua literatura, as respostas vão logo abaixo (obrigada a quem participou!).

Aguardo mais opiniões nos comentários, combinado?
Capas de livros como e-books merecem
O mais legal do negócio dos e-books é ir descobrindo as possibilidades, que não são poucas. O livro digital é muito mais do que juntar 50 mil livros num único dispositivo, é outra mídia abrindo um caminho totalmente novo e inexplorado. Um e-book com a capa animada, por exemplo.
Foi o que pensou Charlie Orr, que já tinha inventado um blog de capas imaginárias de livros, ao criar três animações se baseando em edições que existem. Aí em cima, mostro as duas que mais gostei: Tintin and the secret of literature, de Tom McCarthy, e Wake Up, Sir!, de Jonathan Ames. A terceira pode ser vista no Não me culpem pelo aspecto sinistro, blog ótimo do Almir de Freitas, onde vi isso.
Comentário que vale um post
Muitos blogueiros são carentes de comentários, e eu sou certamente uma delas. A gente escreve e, apesar dos acessos, não sabe o que as pessoas tão achando. É muito bom receber feedbacks, por mais simples que seja.
Mas esse da Daniela, sobre a pesquisa que diz que quem tem e-reader lê mais, eu achei que merecia não só uma resposta, mas um post. Primeiro que vai de encontro aos resultados da pesquisa: ela não tem e-reader e lê bastante. E segundo pela declaração de amor aos livros e, em especial, aos sebos. Eu me identifiquei, pois acho sebos lindos. E amo livros com marcas de desconhecidos também. Obrigada pela participação, viu, Daniela? :)
Daniela Steagall (Facebook) just commented on the post “E-books ou livros em papel: quem lê mais?” on Menos um na estante
poxa, não tenho um e-reader e nem pretendo ter. talvez um dia eu me renda à tecnologia e à conveniência de ter um desses apetrechos, mas ainda acho insubstituível sentir o cheiro do livro ao ser aberto, passar os dedos na orelha pra ver se alguém já descobriu os mistérios dele antes de mim, descobrir um papel esquecido no meio das páginas, alguma lembrança do habitante anterior daquele mundo que, por breve momento, também me pertence.
sou rata de sebo confessa, sejam eles reais ou virtuais. acredito que todo exemplar carrega uma história, seja ela uma poética nota na beirada de uma página ou mesmo uma cotidiana mancha de molho de macarrão.
fato é, só esse ano já comprei mais de 30 livros. desses, confesso, lí 26. ou seja, estou com 4 livros de déficit, o que não me impede de cometer loucuras de quando em vez e resolver só “dar uma olhadinha” num sebo ou outro!!ps: adoro seu blog, continue escrevendo!
E-books ou livros em papel: quem lê mais?
A pergunta é boa, e a partir dela a GOOD e a Column Five fizeram uma parceira para obter uma resposta nos EUA, que veio em forma de infográfico. Quem lê mais? Os que preferem livros em papel ou os que possuem e-readers? De uma forma geral, o segundo grupo se saiu BEM melhor.
Entre as pessoas que leem menos de 1 livro por ano, apenas 1% usa e-reader, enquanto 22% não usa. Ao investigar o grupo que consome mais livros, tipo o dos leitores que chegam a finalizar entre 11 e 20 obras por ano, a pesquisa indica que 34% deles adotaram os leitores eletrônicos, e só 19% não consome e-books.
Os leitores digitais também ganham numa proporção parecida quando a pergunta é “quem compra mais livros?”. O infográfico completo e com detalhes pode ser visto no link original, dica de Dulce.
Gostaria de saber: vocês acham que possuindo um e-reader, leriam (ou leem, se já têm) mais?













Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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