João Lucas, o devorador de histórias
Quem assistiu ao Fantástico no último domingo, deve ter ficado tão impressionado quanto eu com a façanha do menino de 7 anos que leu mais de 500 livros em um ano. Gente, que humilhação (risos). Com esse ritmo, João Lucas é um leitor que provavelmente nunca se interessará pelo Menos um na estante! Brincadeiras à parte, encontrei a reprodução da matéria no YouTube e vale a pena conhecer a história dele.
Ao que me parece, João Lucas é um caso à parte por ser um pequeno gênio. Devora livros, se destaca em gramática, em música e nas atividades físicas. Mas vale observar o ambiente potencializador que ele encontrou em casa, com o pai lendo para o filho desde que ele estava em gestação. A família toda colocou metas em conjunto, de ler um livro por mês. Como o próprio pai do prodígio fala, para Lucas os livros são brinquedos. Algo que certamente influi no resultado que os pais sempre esperam: o de ter filhos leitores.
Outra coisa que me chamou a atenção é quando o repórter pergunta o que é ler pra ele, e ele responde: “Ler é imaginar coisas”. Pois é, deixar o pensamento livre. Vamos nos inspirar?
Quem me avisou da matéria foi Dulche.
O impacto da internet previsto por Isaac Asimov
Cada vez que alguém dá um play nessa entrevista concedida em 1988, Isaac Asimov continua fazendo o que sempre fez muito bem: dar um tapa na cara da sociedade. Mesmo dez anos depois de ter morrido. Para ninguém dizer que não avisei, acima estão 8 minutos obrigatórios para quem é ligado a qualquer coisa que envolva internet, comunicação ou educação, ou tudo isso junto.
É impressionante como em alguns comentários o escritor de ficção científica dá uma boa ideia de como a internet irá impactar a vida das pessoas, muitos anos depois, prevendo coisas como as redes sociais e a Wikipédia. E principalmente a educação. Asimov critica o modelo padrão que torna o aprendizado mais imposição do que prazer. A internet se torna um campo aberto de possibilidades para se aprender o que quiser, pesquisando no próprio ritmo, da própria casa. Tornando a escola importante, porém com o papel diferente de ser lugar de encontro e discussão.
Um dos entraves do modelo educacional que ainda não conseguimos substituir, genialmente colocado por ele, é essa cultura de que aprender é algo limitado à infância, quando deve ser algo constante e sem fim.





Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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