Posts com a tag "escritores"

Sobre cinema, Meia-Noite em Paris e Dorian Gray

Publicado por em 3/07/2011 | 2 comentários

Cena do filme "Meia noite em Paris"

Hoje é domingo, dia de cinema (como todos os dias). Amo filmes, assim como livros, café e outras coisas, e não tem essa semana em que eu não veja um. Embora goste e estude crítica cultural, me permito ter uma relação bem mais leve com a sétima arte: ver, curtir e ficar satisfeita. O filme não tem que dar um novo sentido à vida, sou fã de comédias românticas, filmes de ação, suspense, super-heróis. Só não pode fazer a gente de idiota.

Quando o filme é denso, fica remoendo na cabeça, faz pensar sobre a vida, levanta questões para discutir na mesa de bar ou num café, também é uma delícia (ou até doloroso). Como eu sou desmemoriada, um grande critério de avaliação é eu lembrar do filme depois de um tempo. Nem que seja de uma cena, um personagem, uma ideia. E eu duvido que eu vá esquecer de Meia-noite em Paris.

É difícil eu não gostar de filmes de Woody Allen, porque eles sempre abordam relacionamentos, colocam uma lupa nas pequenas coisas, e são cheios de referências interessantes. Mas esse é especial, porque é pra se encantar. É o deslumbre por Paris – as luzes, as ruas, os hábitos -, pela inspiração artística que a cidade e seu imaginário trazem, pelo movimento cultural da capital francesa dos anos 20 (leia ótima matéria no Jornal Opção).

Owen “nariz torto” Wilson vive Gil, um roteirista de Hollywood cujo sonho é ser escritor (acabo de me lembrar do George RR Martin, ex-roteirista de TV e agora autor da saga Game of Thrones). Ele visita Paris com a noiva, e encontra não só inspiração, amor, mas também grandes nomes da literatura, música, artes plásticas do começo do século, de uma maneira que só assistindo para entender. Imagina tomar uma com Hemingway? Curtir a festa do casal Zelda e Scott Fitzgerald, tergiversar com Luis Buñel, saber as opiniões de Gertrude Stein, Cole Porter, Pablo Picasso, Salvador Dalí. Enfim, vale a pena cada $$ da entrada.

Outro filme literário em cartaz nos cinemas é a adaptação de O Retrato de Dorian Gray, clássico do Oscar Wilde de 1890. Na verdade, a décima adaptação. Você já viu alguma? Pretendo conferir, mas sem tantas esperanças de ver um bom filme (esse cartaz aumentou meu preconceito), embora ele conte com o Colin Firth (O Discurso do Rei) num papel secundário. O triste é que o longa, dirigido por Oliver Parker, é de 2009 e só estreou no Brasil agora.

“Percebeu que ficaria louco ou doente, se continuasse pensando no que havia acontecido. Pecados havia cujo fascínio era maior pela recordação do que pelo ato em si mesmo (…) Mas aquele não era desse tipo. Era uma lembrança que devia apagar de sua mente, adormecê-la com ópio, aniquilá-la enfim, mas não se deixar aniquilar por ela.”

Trecho do único romance de Oscar Wilde, que li há uns dez anos e gostei muito. É uma história pesada, sobre um jovem bem posicionado na sociedade, que vive de glamour, e arruma um jeito sombrio de manter sua beleza física intacta enquanto, por dentro, definha. O personagem é complexo, e explora bem essa tensão, que vivemos, conscientemente ou não, entre o que somos e que aparentamos ser. E tendo como pano de fundo, toda a rigidez e mistérios de uma Inglaterra no século 19.

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Escritores em nós narrativos

Publicado por em 19/06/2011 | Um comentário

Nós narrativos - Cinismo Ilustrado

via updateordie.com

Genial esse quadro do Cinismo Ilustrado. Dos que eu conheço de ler o autor ou sobre ele, tem tudo a ver. O nó de James Joyce me deu mais medinho de encarar um. Tem a toalha do Adams, que escreveu o Guia do Mochileiro das Galáxias, e ainda a representação do Twitter, sem começo nem fim. Todos ótimos. Mas como a Adriana Salles, no post do UpdateorDie, eu nunca tinha ouvido falar no Monterroso. Dica de Dulce.

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Escritores em Lego

Publicado por em 16/02/2011 | Deixe um comentário

Ernest Hemingway em Lego - via flavorwire.com

via flavorwire.com

Os nostálgicos de plantão decidiram representar todo o mundo em Lego, ao que parece. Quase todos os dias eu vejo fotos de alguma coisa diferente montada nas pecinhas da infância. É claro que os escritores não poderiam escapar, e o resultado ficou divertido. Vale ir lá no flavorwire e ver vários outros autores: Ezra Pound, Descartes, Fitzgerald, Edgar Allan Poe, Shakespeare….

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Escritores também rabiscam leseiras

Publicado por em 3/02/2011 | Deixe um comentário

Se você curte rabiscar um monte de besteiras enquanto pensa ou assiste aula ou participa de reuniões, saiba que está acompanhando de alguns dos mais famosos escritores. Coloquei leseiras no título substituindo doodles, a expressão original em inglês, que não tem tradução ideal, mas fica perto de pateta, idiota. Então, no site que achei por conta da Revista Bula, há várias imagens de doodlesengraçados de pessoas do naipe de Sylvia Plath (foto 1), Kafka (2), Samuel Beckett (3), Henry Miller (4), Bukowski (5) (com uma garrafa de bebida, claro), Jorge Luis Borges.

Sobre os rabiscos, o texto diz (em tradução livre): “Como os sonhos, eles são abatidos diretamente dos bits soltos flutuando pelo nosso cérebro, e sua expressão é realmente apenas inibida pela capacidade física do ‘doodler’ e/ou coordenação olho-mão”.

Eu não resisti, e coloquei fotos de muitos, mas na Flavorwire tem mais. Confesso que viajo, pensando se na época em que eles rabiscaram isso eles eram gente como a gente – se é que isso algum dia aconteceu -, e nem imaginavam que os rascunhos se tornariam públicos. Talvez tivessem caprichados mais no traço? Ou talvez alguns tenham feito isso naquele papel de borrão que iria direto para o lixo, mas que teve seu destino alterado, para nossa diversão.

Você arriscaria interpretar algum?

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