Uma casa da árvore de adultos (ou não)
Até há pouco tempo eu morava em uma casa com um quintal enorme. Quando tinha uns 8, 9 anos, eu e meus primos tínhamos mania de montar uma casinha com uns tijolos velhos embaixo do pé de goiaba, e dentro dela passávamos o dia todo, fazendo refeições e praticamente só cuidando pra ela não cair. Até que algum adulto mandasse a gente desfazer tudo. É uma lembrança ótima, reavivada por esse iglu de livros.
Porque se eu tivesse um desses acho que seria uma versão adulta da casa do quintal. A ideia de estar num vácuo no espaço, isolado e afetivo, onde as coisas podem ser exatamente como você quer. Um mundinho cheio de livros, lendo e absorvendo tudo, recuperando as energias, um pouco distante das mazelas do mundo. Um ópio.
A escultura é do artista colombiano Miler Lagos. Quem topa construir comigo um iglu assim qualquer dia desses?
Dica de Rodrigo Amaral e Ivana.
O livro da vida
O rabino Yossi Raichik dedicou boa parte da sua vida a minimizar os efeitos que o desastre de Chernobyl teve sobre a vida de milhares de crianças. Foi o amado diretor da fundação Chabad’s Children of Chernobyl. E foi em homenagem a ele que o artista David Kracov criou a escultura em metal “Livro da Vida”, de onde explodem incontáveis borboletas, representando as mais de 2,5 mil crianças cujas vidas ele salvou e ajudou a melhorar.
Para começar a semana inspirado.
Vi na Obvious.






Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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