Hoje é o Dia Internacional do Livro Infantil
Ou melhor, o finzinho dele. Não poderia passar em branco depois do post anterior. Se o retrato da leitura no Brasil é tão ruim, poucas certezas existem sobre como mudá-lo, mas certamente entre essas poucas está a de que tudo começa pelas crianças.
Mas não é só querer que seu filho seja um leitor, a melhor forma de estimular é dando o exemplo. Não adianta nada ele ter um monte de títulos coloridos ao redor, se ele não vê em nenhum momento os pais abrindo um livro com prazer, curtindo, escolhendo a leitura para o lazer. Você que hoje é um leitor teve ou não teve um bom estímulo na infância? Na minha casa, os livros eram abundantes e faziam parte da rotina, dos meus pais e da minha, fluía.
Pra completar, queria indicar um site lindo para crianças (ou não): www.opequenoleitor.com.br. É um parque de diversões na internet, um projeto muito legal da Stela Loducca, redatora publicitária que se formou em psicanálise infantil. Lá, tem muitas histórias, boa parte escrita pelas próprias crianças. Algumas são ilustradas, outras animadas. O blog dá dicas de livros. Parece a mim uma boa inserção nos favoritos dos pequenos.
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Matilda é quem sabe das coisas
Matilda não queria saber de TV, aos 4 anos. Ela gostava mesmo era de ler, resistindo inclusive ao pai, que estranhava a atitude da menina. Ela começou a frequentar a biblioteca pública de um jeito tão intenso que antes mesmo de entrar na escola, já tinha lido Charles Dickens, Jane Austen, Ernest Hemingway, George Orwell.
É essa personagem superdotada e fofa que eu quero deixar pra vocês no fim de semana. Tenho uma vaga lembrança do filme Matilda (1996), provavelmente de alguma Sessão da Tarde. É uma adaptação do livro de mesmo nome do britânico Roald Dahl, cuja cabeça também criou A Fantástica Fábrica de Chocolate. Ele viveu entre 1916 e 1990, e tem um site bem divertido em sua homenagem.
Fisgado do Twitter da @andreiabelmonte.
Hervé Tullet e como se cria interação num livro de papel
Impressionante como muita criatividade e um pouco de inocência podem proporcionar uma experiência tão rica num meio antigo, cuja extinção é até cogitada. Com o livro Press Here, o diretor de arte e ilustrador parisiense Hervé Tullet trouxe para o papel uma interatividade que seria fácil ser pensada com tecnologia, mas ganha um encantamento maior sendo tão palpável. Sorte das crianças, que conseguem ver o mundo com o clima de primeira vez.
Tão simples e tão genial, ideal para uma sexta-feira! Vale visitar o site do artista, onde a imaginação corre solta (talvez seja até um bom lugar pra ir na hora do bloqueio criativo), cada clique é uma surpresa. O vídeo, peguei do site Cool Hunting, e foi indicado por Dulce.
Design para estimular as crianças
Isso é que é estimular a leitura nos pequenos! Imagina que coisa divertida, essa cama em forma de livro. À noite, serve para dormir; de dia, basta “virar a página” e cair na brincadeira. A arte saiu da imaginação da fotógrafa Yusuke Suzuki. Esse foi um achado da Mariana Leal (lembra que eu mostrei minha estante no blog dela?), num blog bem legal de design chamado Snoop.






Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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