Recife: troca-troca de livros na Praça de Casa Forte
Tenho um convite especial pra quem mora no Recife: vamos trocar livros usados? Nesta terça-feira,23 de abril, é uma das datas mais lindas do mundo: Dia Internacional do Livro. Em homenagem e em comemoração, vai ter um super troca-troca aqui no Recife, na Praça de Casa Forte, um lugar bem bucólico na Zona Norte da cidade.
A ideia é fazer meio que uma confraternização do livro, happy hour, cervejinha ao ar livre, todo mundo trazendo bons títulos para ceder a leitura pra outra pessoa e ganhando novas possibilidades em troca. Eu vou estar por lá (a Aporte é a minha firma). Confirme presença aqui no evento do Facebook :)
E se você mora em outra cidade, junte os amigos e organize por aí o seu troca-troca (e depois manda foto ou posta no Instagram com hashtag #menos1naestante). o/
Internet, o lugar para comprar ou vender livros
Embora seja irresistível entrar numa livraria física e, quase tão inevitável, comprar livros, eu sempre tive a impressão de que adquirir livros online é mais vantajoso. Primeiro pelas possibilidades de pesquisa sobre o assunto, o livro, o autor, o que estão falando sobre a obra, ler o primeiro capítulo e tudo mais. E outro motivo muito importante é o preço, inclusive a possibilidade de comprar livros usados em bom estado.
Conheci há pouco um serviço interessante para isso, o serviço de classificados gratuitos mundial OLX. É bom que dá para pesquisar por cidade, então se você tem interesse num título e encontrar alguém vendendo perto de onde você mora, dá até para combinar a entrega e dispensar o frete. Por exemplo, encontrei o Realidades Aumentadas, de Philip K. Dick, lançado ano passado. Enquanto o preço mais barato dele online é de R$ 38, ele está sendo vendido usado perto de mim por R$ 22 (*-*).
Também é uma boa ideia para quem tem títulos para vender, por exemplo, quando não há mais espaço para manter aquela super biblioteca no mini-apartamento. É só anunciar no site gratuitamente. Na verdade, o meu foco é possibilidades para livros, mas o serviço permite vender ou comprar todo tipo de coisas, de rádio-relógio a imóvel, passando por eletrodomésticos, automóveis e até empregos.
O OLX começou em 2006 na Argentina, e hoje atua em mais de 96 países e em 40 idiomas. A ideia sempre foi proporcionar uma solução simples, rápida, eficaz e segura para a compra-venda de bens e serviços, independentemente da localização de seus utilizadores. A galera tem investido no Brasil e, segundo eles, o site já é o preferido dos internautas brasileiros nessa categoria. Para quem sempre está conectado, eles têm aplicativos para tablets e smartphones.
Na TV, têm rolado uns comerciais bem divertidos, como esse abaixo.
Imagem daqui.
Entrega em domicílio: locadora de livros no Recife
Enquanto as locadoras de DVDs estão fechando, quem mora no Recife, Olinda e Jaboatão tem à disposição um serviço de aluguel de livros. Você escolhe o título que quer pelo site da Loc Livros, e eles entregam na sua casa ou no trabalho, e depois vão buscar. O orgulho é grande de ver coisas tão legais assim na minha cidade, viu?
Dei uma olhada no site, e o acervo é bom, encontrei rápido muita coisa que eu alugaria. Também achei os preços interessantes. Para passar a semana, você paga R$ 3 (Recife) ou R$ 4 (Olinda e Jaboatão), e cada dia de atraso custa R$ 0,50. Só não dá para enrolar na leitura, porque cada livro fica com o cliente por no máximo um mês.
O negócio é da admnistradora de empresas Célia Leal, que viu o filão e decidiu investir. Na matéria, ela conta que está sempre ligada nos lançamentos e nos best-sellers, para não faltar as novidades para os leitores. É isso aí.
Foto de Let ideas compete.
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Uma foto
Uma feira de livro usados em Londres, mais especificamente a Waterloo Bridge Book Market. A mim parece que é no fim da tarde, mas pode ser no comecinho da manhã também. É tanta inspiração que ninguém se importa.
Vi no Bookshelf Porn.
Recife agora tem escambo de livros
Começa hoje um projeto muito legal aqui no Recife, o Escambo de Livros. Será um espaço para as pessoas trocarem livros em bom estado, só não podem ser didáticos ou religiosos (boa restrição). Na verdade, a troca acontecerá em dois lugares. Toda última sexta-feira do mês, no hall da Fundarpe, localizada na Rua da Aurora, 463/469, Boa Vista, Recife/PE, das 08h às 12h e das 14h às 17h.
E a outra opção é permanente no Espaço Pasárgada (na Rua da União, 263 – 1º andar, Recife-PR), lugar da Secretaria de Cultura de Pernambuco, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. É só levar o seu livro e trocar por outro disponível. Não é lindo?
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No meio do alvoroço, tem o Sebo da Torre
Na zona norte aqui do Recife, há um bairro residencial bem tradicional, o bairro da Torre. Uma das principais ruas é a José Bonifácio, que deveria ser avenida pela quantidade de carros que trafegam nela diariamente. Ao longo da via, há prédios residenciais, restaurantes, botecos, estabelecimentos comerciais. E há o Sebo da Torre.
O que é muito legal nesse sebo de bairro, é que ele, com a sua fachada rosa, não tem nada a ver com a paisagem agoniada da rua, até se perde no meio. E por isso mesmo é muito bem-vindo. Um descanso da vida correndo, entre sons de motores, buzinas. Quando você entra lá, livros e livros na estante ou empilhados, junto com aquela sensação de calmaria que todo sebo que se preze tem.
Parece que o mundo fica em slow motion diante de tanta literatura. A literatura, inclusive, é prioridade na oferta do Sebo da Torre. E tem biografias, poesia, ficção em geral. No térreo e no primeiro andar, tem muita coisa boa. Aproveitei as duas horinhas de almoço de um dia qualquer, e fui com um amigo lá. Fez um bem danado.
A gente ficou lá quase uma hora olhando tudo, abrindo, pegando, empoeirando as mãos sem achar ruim. Vi Jorge Amado, Condan Doyle, Isaac Asimov, Isabel Allende, Jack London, Dostoiévski e uma infinidade de outros autores respeitáveis. Alguns vocês conferem nas fotos. O dono se chama Amauri, e embora seja bem sério, é muito prestativo e tem as respostas na ponta da língua.
Depois de fuçar bastante e só depois me dar conta de que os livros só podiam ser pagos em dinheiro, escolhi levar um Asimov, O Hálito da Morte, em boa qualidade, por R$ 15. Também trouxe pra casa a vontade louca de visitar outros sebos, e inclusive voltar mais vezes ao Sebo da Torre.
Para quem mora no Recife e quer visitar, fica na Rua José Bonifácio, 674, Torre. Telefone (81) 3236.1627. Depois, me conta o que achou?
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Muito melhor agora (ou o marcador de livros surfista)
Sabe aqueles 10 minutos que você vai tirar pra tomar um café e comer uma bolacha? Ou a hora do almoço, ou qualquer pausa vai ficar mais feliz com esse curta da produtora Salon Alpin, dirigido por Philipp Comarella e Simon Griesser. O principal personagem de Much Better Now é um marcador de livros, preso numa calhamaço esquecido num quarto abandonado. Até o dia em que uma ventania muda a ordem das coisas e ele descobre a delícia que é viajar surfando nas páginas do livro.
Much Better Now from Salon Alpin on Vimeo.
Qualquer analogia com os livros e seus donos não é mera coincidência. A sensação de quando a gente tira aquele livro da poeira, do mofo, de estar fechado por trocentos anos e descobre as coisas maravilhosas que tinham ali dentro, isso influencia no que somos e fazemos. Vejam. E se amarem, não percam o making of.
São Paulo: livros em bares e locais subterrâneos
Passei uns dias em São Paulo há algumas semanas e acabei conhecendo dois lugares livrescos bem legais. O primeiro foi o sebo Passagem Literária, peculiar pois fica na passarela subterrânea da estação Consolação, para quem precisa cruzar a avenida. No caminho, tem um sebo. Ainda assim, nesse ponto estratégico, a impressão é de que pouca gente o conhece. Na objetividade paulistana, poucos param e menos ainda compram.
Talvez por isso o dono do sebo, um senhor barbudo, tenha se mostrado um pouco hostil quando cheguei com uma amiga fotografando e mexendo nos livros (ok, deve ser bem complicado manter o controle sobre todas aquelas pilhas em meio a tanta gente passando). Passei algumas horinhas fuçando, pegando, folheando, abrindo, fechando, recolocando no lugar, amolegando. Gostei de muita coisa, títulos em bom estado, mas achei os preços salgadíssimos. Preços de novos por aqui, ou pior.
Até que cheguei a uma capa linda, e era um Nabokov: Fogo Pálido, por R$ 15. Nunca tinha ouvido falar na obra, mas o autor e a capa definiram a compra. Para completar o combo, perguntei pelo Lolita e tinha, por R$ 18 que viraram R$ 15 nas mãos do senhor barbudo, agora sem réstias de hostilidade. Inclusive ele começou a me babar tanto, que até deu lencinhos umedecidos pra eu limpar as mãos da fuligem-de-avenida-paulista-com-metrô, que abraça os livros e não tem limpeza que dê jeito. Mas fiquei me perguntando: será que foi só porque eu ia comprar ou porque ele ama Nabokov?
Pelo que ele me explicou, o sebo abriu há uns seis anos, mas acabou passando quase cinco fechados por falta de incentivo. Reabriu há pouco. Nas paredes, sempre há exposições de artes plásticas e afins, e isso é um compromisso assumido pelo Passagem Literária. O legal é que depois que Diogo viu minhas aquisições, disse que Fogo Pálido era um dos melhores livros da vida dele e eu tive certeza de que fiz um bom negócio.
O outro lugar foi o Mercearia São Pedro, um bar agradável na Vila Madalena. Em boa parte do espaço, normal, com mesas e cadeiras, pessoas descoladas e um toque olindense. Na outra área, tem a mercearia e no meio dela, um monte de estantes com livros novíssimos prontos para serem comprados. O engraçado é que os títulos também são caros, apesar do lugar e da apresentação malajambrada. Só pode ser um raciocínio turístico.
Não importa tanto porque com eles à disposição, o Mercearia São Pedro ganha um charme todo especial, complementado com pasteis saindo na hora, cerveja gelada e boa música. Na minha opinião, os livros deviam ter mais espaços assim, bem perto de cerveja, petiscos, música e gente.
Agradecimentos especiais a Keila, Marta e Paulinho, por me apresentarem a esses lugares e/ou pousarem lindos nas minhas fotos. Sem eles, esse post não existiria.
Sebo Passagem Literária
Rua da Consolação, esquina com a Avenida Paulista.
De segunda a sexta, das 7h às 22h, sábados, domingos e feriados, das 10h às 22h.
Mercearia São Pedro
Rua Rodésia, 34 – Pinheiros – São Paulo, 05435-020
11 3815-7200





















Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente. 


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