Estantes pra desejar
Reuni algumas instantes legais que vi ultimamente. Afinal, se é pra ter livros acumulados na estante e não na cabeça, que seja com charme e criatividade de sobra. Difícil não se identificar pelo menos com uma.
Essa é pra recarregar a bateria.
Tirada diretamente dos filmes do Batman.
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Menos um na estante em 2013: ganhadores
Vamos ao resultado da promoção Menos um na estante em 2013? Comecei pensando em dizer como foi difícil escolher os ganhadores, mas apesar de ser verdade prefiro descrever como foi prazeroso ler, um por um, todos os depoimentos de vocês. Eles falam sobre amor à leitura, sobre o afeto com os livros físicos e sobre a relação das histórias deles com a vida de vocês. A coisa mais linda.
Fiquei com vontade de ler cada um, até uns que eu a princípio não abriria. Por isso, além dos dois ganhadores principais, eu decidi que todos os outros que participaram até o dia 11/01/2013, o prazo final da promoção, vai ganhar um marcador de página Menos um na estante. :)
Parabéns aos ganhadores:
E os seus depoimentos:
“On the road” (o manuscrito original), de Jack Kerouac, para me mostrar porque preciso, de uma vez por todas, largar tudo e pegar a estrada.
Por Luisa Soler
Ganhou: Kit 1: livro Cachalote + ecobag Paris + marcador de página #menos1naestante
Responder à sua pergunta me trouxe uma dúvida que não achava possível. São tantos sempre os livros para ler. Mas olhei as estantes, procurei na lista de desejos, nos autores favoritos, nos livros ao lado da cama e que estão à frente da fila de leitura… mas nenhum deles entrava na questão – estou, esses dias, num vazio de livros que pareçam me tocar a alma. Então me inspirei no que você escreveu e no chamado incentivo, que me levou de volta à Shakespeare and Co. de Paris, onde estive no ano passado. O labirinto de histórias que nos confrontam em cada passo que damos ali dentro e as que entram pelas janelas da biblioteca de Sylvia Beach. Assim, o livro que não ficará na estante para mim este ano é Time Was Soft Ther (Um Livro por Dia), de Jeremy Mercer. Dessa forma, já que cara realmente é a passagem, eu chego lá novamente este ano, na viagem surreal que é ler.
Por Adriana Moellmann
Ganhou: livro Chabadabadá + ecobag Chile + marcador de página #menos1naestante
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Mais livros, por favor
Se tem uma coisa interessante em fazer o Menos um na estante é que quando eu não estou conseguindo ler muito, fico meio travada pra escrever no blog. No fundo, no fundo, acho que é porque acho injusto ficar falando de livros sem estar lendo eles. Então, fica o desejo pra você e principalmente pra mim: por um fim de semana com mais livros, por favor.
Vi a imagem aqui.
Escada literária
Essa é a foto dos degraus do paraíso ou algo muito próximo disso. E se essa escada fosse na sua casa, seriam essas mesmas obras nos degraus? Eu mudaria algumas coisas.
Vi no inspirador Book Porn.
São Paulo: livros em bares e locais subterrâneos
Passei uns dias em São Paulo há algumas semanas e acabei conhecendo dois lugares livrescos bem legais. O primeiro foi o sebo Passagem Literária, peculiar pois fica na passarela subterrânea da estação Consolação, para quem precisa cruzar a avenida. No caminho, tem um sebo. Ainda assim, nesse ponto estratégico, a impressão é de que pouca gente o conhece. Na objetividade paulistana, poucos param e menos ainda compram.
Talvez por isso o dono do sebo, um senhor barbudo, tenha se mostrado um pouco hostil quando cheguei com uma amiga fotografando e mexendo nos livros (ok, deve ser bem complicado manter o controle sobre todas aquelas pilhas em meio a tanta gente passando). Passei algumas horinhas fuçando, pegando, folheando, abrindo, fechando, recolocando no lugar, amolegando. Gostei de muita coisa, títulos em bom estado, mas achei os preços salgadíssimos. Preços de novos por aqui, ou pior.
Até que cheguei a uma capa linda, e era um Nabokov: Fogo Pálido, por R$ 15. Nunca tinha ouvido falar na obra, mas o autor e a capa definiram a compra. Para completar o combo, perguntei pelo Lolita e tinha, por R$ 18 que viraram R$ 15 nas mãos do senhor barbudo, agora sem réstias de hostilidade. Inclusive ele começou a me babar tanto, que até deu lencinhos umedecidos pra eu limpar as mãos da fuligem-de-avenida-paulista-com-metrô, que abraça os livros e não tem limpeza que dê jeito. Mas fiquei me perguntando: será que foi só porque eu ia comprar ou porque ele ama Nabokov?
Pelo que ele me explicou, o sebo abriu há uns seis anos, mas acabou passando quase cinco fechados por falta de incentivo. Reabriu há pouco. Nas paredes, sempre há exposições de artes plásticas e afins, e isso é um compromisso assumido pelo Passagem Literária. O legal é que depois que Diogo viu minhas aquisições, disse que Fogo Pálido era um dos melhores livros da vida dele e eu tive certeza de que fiz um bom negócio.
O outro lugar foi o Mercearia São Pedro, um bar agradável na Vila Madalena. Em boa parte do espaço, normal, com mesas e cadeiras, pessoas descoladas e um toque olindense. Na outra área, tem a mercearia e no meio dela, um monte de estantes com livros novíssimos prontos para serem comprados. O engraçado é que os títulos também são caros, apesar do lugar e da apresentação malajambrada. Só pode ser um raciocínio turístico.
Não importa tanto porque com eles à disposição, o Mercearia São Pedro ganha um charme todo especial, complementado com pasteis saindo na hora, cerveja gelada e boa música. Na minha opinião, os livros deviam ter mais espaços assim, bem perto de cerveja, petiscos, música e gente.
Agradecimentos especiais a Keila, Marta e Paulinho, por me apresentarem a esses lugares e/ou pousarem lindos nas minhas fotos. Sem eles, esse post não existiria.
Sebo Passagem Literária
Rua da Consolação, esquina com a Avenida Paulista.
De segunda a sexta, das 7h às 22h, sábados, domingos e feriados, das 10h às 22h.
Mercearia São Pedro
Rua Rodésia, 34 – Pinheiros – São Paulo, 05435-020
11 3815-7200
Invasão dos livros no Museu do Louvre
Por Dulce Reis
Quando fui ao Museu do Louvre, no dia 25 de maio, lembrei imediatamente de Márcia e do Menos um na estante. A exposição temporária Livre/Louvre [no português, seria Livro/Louvre] tem tudo a ver com a dona do blog. Livros, livros e mais livros. A mostra criada pelo escritor belga Jean-Philippe Toussaint realmente chamava a atenção de quem passeava pelo museu. Entre uma sala e outra da ala da pintura francesa, os visitantes tomavam um susto com os vídeos, neons e tablets.
Até vi gente tirando onda. “Essa pintura capta muito bem a realidade”, disse um rapaz em tom de ironia a uma moça que o acompanhava sobre uma fotografia que toma quase uma parede inteira. Na imagem, uma sala do Louvre cheia de livros e com algumas pessoas lendo. Acho que esses dois não estavam gostando da ideia da exposição Livre/Louvre estar perto demais das obras de Delacroix, Ingres, Goya, Renoir…
Mas até para estas pessoas, a mostra tinha algo a apresentar. Em uma das paredes, foram reunidas imagens de livros fotografadas de várias outras obras de arte.
Numa outra salinha da exposição está o resultado do projeto Ils Lisent. Toussaint reuniu sete amigos e os colocou para ler dentro de uma cabine. Eles usaram um capacete acoplado a um aparelho (não sei se é de tomografia…) e os filmou enquanto liam. O resultado está exposto. Tanto as imagens das “cobaias”, quanto dos seus cérebros e a cabine.
Outra parte da exposição que gostei foi L’Univer, em que uma sala, quase um corredor, tem o teto todo estrelado e as paredes cheias de neons. Entre uma piscada e outra, dá para ver a palavra livro em várias línguas.
Bom, o resto, vocês podem ver nas fotos. A mostra já vai sair de cartaz no próximo dia 11 de junho. [hoje]
Todas as fotos são de Dulce.
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Depois de colaborar tanto com os melhores links para o blog – vocês não têm noção, eu que não consigo transformar tudo em post -, Dulche apareceu por aqui de “carne e osso”, deixando o Menos um com muito mais glamour. Imagina, a pessoa estar em Paris e lembrar do bloguinho, com foto e tudo? Também fiquei feliz que só com a contribuição.
Os cartuns da The New Yorker
Uma pequena seleção minha da seleção dos dez melhores cartuns da The New Yorker que brincam com livros, do editor de arte Bob Mankoff. Foram escolhas feitas para a estréia do blog sobre livros Page – Turner, no site da revista. Tem mais de onde esses vieram.
A mina de ouro ou 500 livros para download grátis
Quem está sempre conectado sabe que até na internet há dias e dias. Uns em que não se aproveita nada, outros em que basta um link para a nossa alegria. Tive um da segunda categoria, quando o Catraca Livre divulgou uma mina de ouro dentro do site da Universia Brasil: mais de 500 livros para download gratuito. Entre títulos de comunicação, biografia de cineastas e clássicos da literatura, há muita coisa boa.
Um ótimo endereço para perder um tempinho abastecendo o celular, o tablet ou mesmo o computador para deixar aqueles momentos de ociosidade bem temperados. Só para vocês terem ideia, por lá se encontram 13 livros de Fernando Pessoa, A Divina Comédia em português, 40 livros de literatura de Cordel. Quem lê facilmente em inglês, há de se deliciar com quatro títulos de Jane Austen, oito obras de Conan Doyle ou mesmo 15 de Shakespeare, e é só o começo.
Foto do BookPorn.
































Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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