O aprendizado eterno de Jack London

“Eu ali aprendi novamente a eterna lição aprendida em todas as vidas: a mulher é sempre mulher; nos grandes momentos de decisão, a mulher não raciocina, ela sente; o santuário supremo, a mais íntima força motivadora, está no coração da mulher e não na sua cabeça.”
Diretamente do bloquinho surrado para a internet, porque é um trecho cheio de verdade. Anotei quando eu li o bom O Andarilho das Estrelas, de Jack London.
Foto de Jennifer
Não é coisa de mulher

Eu nunca entendi essa cisma com esse verbo e derivados. Tudo bem que ele não é nada bonito, mas tem tantas outras palavras feias que a gente usa sem pudor. Minha mãe sempre teve calafrios nas poucas vezes em que ousei proferir “esculhambado”, “esculhambação”, e reclamava ardorosamente.
E aí Nelson Rodrigues me vem com essa em O Casamento para me lembrar dessa convenção que eu aprendi sem compreender.
Indivíduo do sexo feminino
“Por um segundo imaginei
que ela não fosse uma mulher para se tocar aqui ou ali,
mas que me desafiasse a tocar de uma só vez a pele inteira.”
Budapeste, Chico Buarque

“Porque idênticas no andar,
não há duas mulheres no mundo,
nem as manequins, as gueixas,
nem mesmo irmãs gêmeas.”
Budapeste, Chico Buarque
“Vi então que as mulheres têm dentro delas
uma coisa que as faz entender
o que não é dito”.
A Força Humana, conto de Rubem Fonseca



Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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