A livraria mais bonita do mundo

Foto de Sunfox.

Foto de Natalia Romay.

Foto de Natalia Romay.

Foto de Guillén Pérez.
Parece um pouco injusto que um lugar seja privilegiado com essa arquitetura absurda de linda, e ainda por cima tenha livros. É como se fosse má distribuição de beleza por metro quadrado ou algo do tipo. Parece ser o caso da livraria Lello e Irmão, em Portugal, tanto que alguns dedicam a ela o título de a mais bonita do mundo. É difícil discordar já que as fotos indicam que o mérito é válido.
Nunca tinha ouvido falar nela, até o Rafael me encaminhar um ppt falando dela. Então achei umas fotos no Flickr em Creative Commons e coloco aqui para vocês começarem a semana deslumbrados. Ela fica na Rua das Carmelitas, 144, na cidade do Porto. A história do lugar com os livros tem início em 1869, quando começou a funcionar a Livraria Internacional de Ernesto Chardron. E é desde 1906 que funciona a Lello e Irmão.
O que mais me chamou a atenção foi que o espaço é imponente, com a escadaria enorme e a decoração em madeira talhada, mas ao mesmo tempo aconchegante: dá vontade de pegar um livro e sentar lá em algum cantinho pra ler. Um lugar para respirar histórias, em qualquer sentido.
Um livro para desencantar
“Para onde deve o homem dirigir o seu pensamento para não ser considerado louco?”
Ah, que felicidade é fechar a última página de um livro. Se for desses que deixam uma pequena cicatriz na alma, então. E Jerusalém (Ed. Cia das Letras, 2006), do angolano/português Gonçalo M. Tavares é assim. Uma boa história, contada sem linearidade. Forte, que aborda tantos temas caros como loucura, violência, morte, prostituição. Parece um filme. Daqueles onde você conhece alguns personagens e certas atrocidades nas suas vidas e depois sai da sala sem querer falar nada, digerindo.
“Por onde tens andado? – perguntou ela a Ernst. Que pergunta ao mesmo tempo cautelosa e violenta: ‘Por onde tens andado? Que ruas frequentas, que casas?’ Pergunta moral, e não geográfica.”
- Jerusalém, de Gonçalo M. Tavares
- O autor, Gonçalo M. Tavares. Foto: Teresa Sá
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Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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