Pausa no blog para respirar ares porteños
Devem ter percebido que o Menos um na estante anda em slow-quase-parando-motion, mas isso tem um motivo, vim justamente explicar pra vocês. É que estou numas mini-férias em Buenos Aires. E a coisa ficou tão corrida na semana anterior à viagem, que sequer consegui vir aqui dizer algo.
Conhecia a capital da Argentina, mas estou redescobrindo com a companhia da minha família. É como se fosse a primeira vez, pois muito tempo passou e muita coisa mudou. Por exemplo, quando dei de cara com os porteños da primeira vez, o blog nem existia e eu não tenho esse olhar tão #menos1naestante quanto tenho hoje.
Então tenho feito coisas diferentonas como admirar o lindo Cemitério da Recoleta (foto), e outras mais normais como querer entrar em toda livraria e levar algo, mesmo sem entender direito espanhol. Hoje mesmo fui na enorme Feria Internacional Del Libro, graças à queridíssima Rafa, e apenas me esbaldei. A próxima programação livresca imperdível é conhecer a famosa e imponente biblioteca El Ateneo.
Assim que chegar, na próxima semana, conto tudo e dou todas as dicas. Juro. Até lá, o melhor que posso fazer é postar previews no Instagram menos1naestante.
Troca de quadros e um espaço charmoso em Lisboa
Se você ainda não acompanha o projeto Troca por um quadro, deveria. É de Pedro Melo, um cara que eu conheço pouco e com quem simpatizo demais. Além de admirar, porque não tem uma coisa que eu tenha visto ele desenhar que não tenha ficado linda (como a ilustração acima). Acontece que ele está viajando com amigos por cidades da Europa trocando sua arte por hospedagem, alimentação, sorvete e o que mais dá na telha. É empolgante acompanhar as fotos em Berlim, Roma, Florença, Istambul.
Pedi a Pedro que avisasse se visse algo #menos1naestante, com esse olhar todo colorido e aventureiro. Então na passagem por Lisboa, ele visitou esse lugar charmoso chamado Fabrico Infinito e mandou as fotos para o blog. É um espaço diferente, uma galeria conceitual cheia de coisas criativas e de livros pela estante, pela bicicleta, pelo chão. Adorei. Segundo ele, fica num bairro beeeem boêmio da cidade, lindinho.
Porque viajar pelos olhos de Pedro também é massa demais, viu? Resta agradecer a contribuição para o blog e desejar vida longa ao Troca por um quadro. :)
Bibliotecas do mundo #2
Depois que vi a foto dessa biblioteca decidi transformar as postagens sobre bibliotecas numa seção. Assim fica mais fácil você, de repente, viajar para um lugar e encontrar bons abrigos de livros para visitar – ou para sonhar em. Defini que a seção começou com um post sobre uma no Kansas.
A The Law Library of Munich é uma dessas bibliotecas do mundo, que deixam a gente com vontade de pegar um avião agora. Nesse caso, para a Alemanha.
Vi aqui. Dica de Ludmila.
Duas imagens que pedem silêncio e leitura
Duas fotos pra inspirar, pra viver, pra ficar de bem com a vida. Logo que vi no Bookporn, pensei que fossem todas do Steve McCurry, que fez uma série impressionante com o tema leitura no mundo, inclusive com imagens postadas aqui. Depois percebi que devem ter de outros artistas também. Enfim, para contemplar e ler.
De férias: descobrindo Santiago do Chile
O meu momento é de férias, essa palavrinha linda de sete letras. Tão especial que até escrever um post durante o “fazer nada” a bordo de um avião, como faço agora, é prazeroso. Em algumas horas, conhecerei o Chile, a terra de Pablo Neruda, Isabel Allende, Alejandro Zambra, Roberto Bolaño e tantos outros.
Nos preparativos para a viagem, fiz uma pesquisa #menos1nestante sobre a literatura do país e descobri que tem muita coisa interessante vinda de lá. Para entrar no clima, pensei em começar lendo o Bonsai, do Alejandro Zambra, mas tentei em duas livrarias e não o encontrei. Só vi críticas boas sobre o livro, que foi lançado há pouco tempo.
De qualquer forma, não embarcaria desprevinida. Alguns minutos na frente da estante depois, escolhi dois felizardos bem diferentes entre si: O Grande Gatsby, de Fitzgerald e Amor Líquido, de Bauhman. Mas, tenho que dizer: como é difícil escolher livros para levar na viagem, né?
Enfim, no meu roteiro estão visitas a no mínimo duas das três casas de Pablo Neruda, localizadas em Santiago e arredores, que foram transformadas em museus. E, claro, contarei tudo aqui no blog. Até lá, o Menos um na estante vai ficar preguiçoso, mas tentarei escrever alguns posts entre um passeio e outro.
Ah, se alguém tiver dicas turístico-literárias para mim no Chile, passe por favor. :)
PS: Só consegui postar isso dois dias depois que escrevi, mas o clima é o mesmo. Tudo volta ao normal no dia 22/11.
Uma foto
Uma feira de livro usados em Londres, mais especificamente a Waterloo Bridge Book Market. A mim parece que é no fim da tarde, mas pode ser no comecinho da manhã também. É tanta inspiração que ninguém se importa.
Vi no Bookshelf Porn.
A livraria mais bonita do mundo

Foto de Sunfox.

Foto de Natalia Romay.

Foto de Natalia Romay.

Foto de Guillén Pérez.
Parece um pouco injusto que um lugar seja privilegiado com essa arquitetura absurda de linda, e ainda por cima tenha livros. É como se fosse má distribuição de beleza por metro quadrado ou algo do tipo. Parece ser o caso da livraria Lello e Irmão, em Portugal, tanto que alguns dedicam a ela o título de a mais bonita do mundo. É difícil discordar já que as fotos indicam que o mérito é válido.
Nunca tinha ouvido falar nela, até o Rafael me encaminhar um ppt falando dela. Então achei umas fotos no Flickr em Creative Commons e coloco aqui para vocês começarem a semana deslumbrados. Ela fica na Rua das Carmelitas, 144, na cidade do Porto. A história do lugar com os livros tem início em 1869, quando começou a funcionar a Livraria Internacional de Ernesto Chardron. E é desde 1906 que funciona a Lello e Irmão.
O que mais me chamou a atenção foi que o espaço é imponente, com a escadaria enorme e a decoração em madeira talhada, mas ao mesmo tempo aconchegante: dá vontade de pegar um livro e sentar lá em algum cantinho pra ler. Um lugar para respirar histórias, em qualquer sentido.
Ilustrações de viagem: Paris e Oscar Wilde
O They Draw and Travel é um site pra deixar as pessoas mais felizes, cheio de ilustrações lindas dos lugares do mundo. Artistas de todo o mundo se inspiram e criam mapas com locais que consideram especiais dentro de cada cidade. Então Dulche viu por lá esses dois mapas que têm tudo de #menos1naestante, e ambos são de <3 Paris <3.
Sei que é um pouco clichê dizer isso, mas Paris tem esse feitiço lançado em quem a conhece: não pode ver nada de lá, que fica morrendo de saudades da cidade. O primeiro é um "They Draw and Travel" da brasileira Mariana Cristal Hui, que gira em torno da Shakespeare & Co., uma livraria símbolo da cidade sobre a qual já falei muito por aqui.
O outro mapa é a ilustração da Paris de Oscar Wilde, destacando pontos que têm conexão com o escritor, como o Café de La Paix, que ele frequentava, e o L’Hôtel d’Alsace, que serviu de moradia para o autor. Esse aí é da polonesa Joanna Gniady. Dá pra resistir?
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Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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