Simplesmente mude: um manifesto
Vocês sabem que o Menos um na estante é um blog que nasceu de uma frustração, e ele sobrevive de uma insistência, com o incentivo de vocês. Daí que eu vejo um vídeo desses, um simples manifesto sobre viver e vocês podem perguntar: o que tem a ver? Tem a ver que se você não está conseguindo ler os livros que quer, veja menos TV, fique menos na internet (eu inclusa), arrume sua vida para as coisas se realizarem. Mude.
Dedicado à minha amiga que tem uma bike tatuada na perna. :)
Vi no Charles.
Cenas de impressão tradicional para os apaixonados por livros
Sabe quando você é apaixonado por alguém e de repente encontra um vídeo bem lindo, mostrando as melhores imagens do crescimento daquela pessoa e do caminho que a fez se tornar aquilo que você admira hoje? É mais ou menos essa a sensação de ver Birth of a Book para quem é apaixonado por livros.
O vídeo é um projeto de filmagem, direção e edição de um cara só, o inglês Glen Milner, a pedido do Daily Telegraph. Mostra a impressão de um livro usando métodos tradicionais, bem artesanais. É uma tiragem limitada de 2 mil exemplares do Mango and Mimosa, da escritora Suzanne St Albans, ainda inédito no Brasil.
Em tempos em que se cogita o fim do livro impresso, são imagens que a gente saboreia ainda com mais prazer.
Dica de Adelmo.
O impacto da internet previsto por Isaac Asimov
Cada vez que alguém dá um play nessa entrevista concedida em 1988, Isaac Asimov continua fazendo o que sempre fez muito bem: dar um tapa na cara da sociedade. Mesmo dez anos depois de ter morrido. Para ninguém dizer que não avisei, acima estão 8 minutos obrigatórios para quem é ligado a qualquer coisa que envolva internet, comunicação ou educação, ou tudo isso junto.
É impressionante como em alguns comentários o escritor de ficção científica dá uma boa ideia de como a internet irá impactar a vida das pessoas, muitos anos depois, prevendo coisas como as redes sociais e a Wikipédia. E principalmente a educação. Asimov critica o modelo padrão que torna o aprendizado mais imposição do que prazer. A internet se torna um campo aberto de possibilidades para se aprender o que quiser, pesquisando no próprio ritmo, da própria casa. Tornando a escola importante, porém com o papel diferente de ser lugar de encontro e discussão.
Um dos entraves do modelo educacional que ainda não conseguimos substituir, genialmente colocado por ele, é essa cultura de que aprender é algo limitado à infância, quando deve ser algo constante e sem fim.
Só pela liberdade
Para terminar a semana e começar a outra, eu queria saborear o gostinho de compartilhar uma música que eu gosto no meu blog, sem ter que pagar R$ 300 por isso, ainda mais pra um órgão que não presta contas do rumo dessa grana.
Para quem não acompanhou, o Ecad enviou cobranças para vários blogueiros simplesmente porque eles embedaram vídeos com música nos seus blogs. Depois chegou o Google e deu um “cala a boca, mané” que a cobrança é indevida. Achei foi pouco, como naquele bloco de Carnaval.
Sem leitura, a imaginação envelhece
Quem poderia negar essa afirmação? É o mote da campanha que a Literacy Foundation, entidade que luta pela alfabetização no mundo desde 1989, criou para convocar as pessoas a darem The gift of reading. Ou seja, doar dinheiro ou livros para se transformarem em alimento para a alma de crianças que não teriam acesso a um livro de outra forma. É difícil não se identificar com o vídeo, que recorre a personagens dos clássicos infantis.
Esse eu vi no Plugcitários.
Capas de livros como e-books merecem
O mais legal do negócio dos e-books é ir descobrindo as possibilidades, que não são poucas. O livro digital é muito mais do que juntar 50 mil livros num único dispositivo, é outra mídia abrindo um caminho totalmente novo e inexplorado. Um e-book com a capa animada, por exemplo.
Foi o que pensou Charlie Orr, que já tinha inventado um blog de capas imaginárias de livros, ao criar três animações se baseando em edições que existem. Aí em cima, mostro as duas que mais gostei: Tintin and the secret of literature, de Tom McCarthy, e Wake Up, Sir!, de Jonathan Ames. A terceira pode ser vista no Não me culpem pelo aspecto sinistro, blog ótimo do Almir de Freitas, onde vi isso.
O discurso todo especial de Neil Gaiman
O escritor Neil Gaiman, além de charmosíssimo com esse sotaque britânico, é uma figura. Com o roteiro para um episódio da série Doctor Who, chamado The Doctor’s Wife, ele ganhou o SFX Awards 2012, premiação específica de ficção científica para Cinema e TV.
Enquanto os também premiados George R. R. Martin, de Game Of Thrones, e Robert Kirkman, de The Walking Dead, fizeram discursos da forma tradicional, Gaiman o fez de uma forma toda especial.
Dica de Tarrask.
A música de Lisa e o livro pop up
Não é um curta, não é o vídeo de uma livraria, nem uma grande história da vida real nem um pedaço de uma série antiga. É o novo clipe da cantora irlandesa Lisa Hannigan para a canção Lille, que tive o prazer de conhecer agora. A voz dela é linda, a música, idem. O clipe todo é ela “folheando” esses livrões pop up, que contam uma história sincronizada com a da música. Os livros são obras de Jamie Hannigan e Maeve Clancy.
Pra ver e rever. Modo muito justo de encerrar o domingo começar a semana.






Márcia Lira. Leitora, blogueira, digital planner, jornalista, viciada em séries e em cinema, não vive sem gente.


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