Uma imagem #6

Publicado por em 20/03/2014 | Deixe um comentário

Leitor em Kiev

Para os ucranianos, não está nada fácil. Agora são as tropas russas na Crimeia, adiantadas logo depois de um referendo duvidoso. Há algumas semanas, os protestos contra o governo do país destroçaram o centro da capital Kiev, e culminaram com a saída do presidente. As cenas da fúria do povo foram impressionantes, mas no meio das fotos, essa chamou muito a minha atenção: alguém que no meio da destruição buscava algum conforto num livro. Comovente, não é?

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Leitores misturados com capas de livros

Publicado por em 14/03/2014 | Deixe um comentário

Leitores & livros

Leitores & livros 4

Leitores & livros 5

Simplesmente achei essas fotos incríveis, e não sei vocês, mas agora está instaurado um novo objetivo de vida: tentar achar uma capa de livro condizente pra fazer uma foto assim. Essa é a série “Corpus Libris” da fotógrafa Emily Pullen, que informa ter tido essa ideia de mistura numa noite de quinta-feira entediante, na livraria Skylight Books, em 2008, Los Angeles. Tem muito, muito mais fotos divertidas como essas no tumblr que leva o nome da série.

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Leituras para se despedir do Carnaval

Publicado por em 6/03/2014 | 2 comentários

Carnaval

O fim do Carnaval sempre é meio chocante, até pra quem não gosta de brincar. Imagina para o folião que se joga e se esquece de tudo de ruim, e do cansaço, e a maior regra se torna a diversão? De repente, na quarta-feira de cinzas, chega o “pesadelo da realidade” e pronto.

Pra minimizar um pouco esse trauma do fim da folia, vão aqui algumas leituras pra ir se despedindo do Carnaval 2014, e esperar o do ano que vem. Os dois primeiros eu conheço e recomendo fortemente, os outros foram boas dicas dos leitores na página do blog no Facebook.

  • O bebê de tarlatana rosa, João do Rio
    É definitivamente um dos meus contos preferidos, e foi publicado pela primeira vez em 1951. Fiquei impressionada na primeira vez que li, naquela coletânea Os 100 melhores contos do século, mas você pode ler aqui. Ou pode ouvir Abujamra contando a história no vídeo abaixo. O bebê do título se refere à fantasia de uma mulher, que encanta o narrador disposto a se “acanalhar” entre confetes e serpentinas. Só que ela não era uma mulher comum. Ah, há um filme baseado no conto.
  • Antes do baile verde, Lygia Fagundes Telles
    O conto é o que dá nome à coletânea da escritora paulista, publicada em 1970 pela primeira vez. Aqui tem o conto na íntegra, mas vale muito a pena ler a seleção inteira. O texto é quase todo um diálogo entre uma adolescente e uma empregada da casa, enquanto ela se enfeita para o “baile verde” ao som do Carnaval, que acontece lá fora, e do pai doente no quarto ao lado.

  • Restos de Carnaval, Clarice Lispector
    A história faz parte do livro de contos Felicidade Clandestina. Lembrou pra mim um pouco o conto de Lygia, pois aborda o pesar do Carnaval quando alguém querido não está bem. Nesse caso, do ponto de vista de uma menina de 8 anos, na folia do Recife. É escrito em primeira pessoa, e há sérias cogitações de que seja autobiográfico. Você consegue ler aqui.

    Carnaval do Recife | Divulgação Wagner Ramos/PCR

  • Concerto Barroco, Alejo Carpentier
    É o único da lista que é um romance, e não apenas um conto. O escritor cubano narra a ida de um milionário da prata mexicana a Veneza, em pleno Carnaval. O livro foi publicado pela primeira vez em 1974. Alguém aí leu? Dá pra saber mais no site da Companhia das Letras.

    Você conhece mais algum conto ou livro legal de Carnaval? Conta nos comentários.

    Agradeço a colaboração de Francisco Mariani, via Facebook.

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Como ter uma vida normal sendo louca, por Elisa Lacerda

Publicado por em 24/02/2014 | Um comentário

Foto by Elisa Lacerda

Numa tarde de domingo, fui passear com umas amigas no Recife Antigo – que são bem loucas – e decidimos ir à Livraria Cultura do Paço Alfândega tomar um Veneziano – quem já tomou, sabe que esse sorvete é outra loucura. Sim, mas o que você tem a ver com isso, não é? Calma, é que de repente uma amiga minha indicou uma leitura de autoajuda – qual foi? – que era a minha cara e que se chamava Como ter uma vida normal sendo louca, fiquei tão interessada com o título que soou bem pertinente ao meu estado de espírito e comprei.

Costumo dizer que o livro é uma publicação para qualquer mulher de qualquer idade, ou se preferir, para qualquer mulher que já teve um namorado psicopata, já quis parecer intelectual na presença de alguém ou que já teve que dizer ao melhor amigo que ele fede.

Trecho. Foto de Elisa Lacerda.

Com prefácio assinado por Glória Kalil, indicado por Tatá Werneck e Julia Petit, as escritoras Camila Fremder (roteirista) e Jana Rosa (Apresentadora de TV) descrevem essas e outras situações que (nós) mulheres modernas temos que enfrentar todos os dias e como devemos sair ilesas de cada uma delas. Na verdade eu acredito que o livro não é uma autoajuda, mas sim uma espécie de “manual” bem humorado com um toque de loucura.

E o que mais me chama atenção é que a cada página que você vai passando, você se identifica com as crônicas, e algumas vezes sente a sensação de estar jogando conversa fora com a sua melhor amiga.

Mas ó, é incrível chegar no final do livro e descobrir que você não é a única louca, nesse mundo de loucos.

Contracapa. Foto de Elisa Lacerda.

Elisa LacerdaColaboração: Elisa Lacerda

Publicitária. Diretora de Arte. Olinda. Música. Crônicas.

Encontre Elisa no Facebook.

Obrigada, Elisa! <3

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O Grande Gatsby

Publicado por em 12/02/2014 | 15 comentários

Tipografia - Gatsby

Expectativa é uma coisa problemática, principalmente se for alta. Isso serve pra tudo na vida, mas vou me limitar aos livros. Você pode ser o tipo de leitor que devora todo livro que lhe cai à mão. Ou você pode ser como eu, que não consegue ter essa disponibilidade toda e escolhe bem antes de entrar numa leitura. O ruim disso é que geralmente eu não espero pouco do livro, ainda mais quando é um clássico como O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald.

Desde que me entendo de gente, ouço falar do livro, e aos poucos fui nutrindo essa vontade de conhecer Gatsby. Essa história que teria todo o glamour dos anos 20, as roupas, as festas, os romances. Quando assisti ao filme Meia-Noite em Paris, onde Fitzgerald é bem representado, decidi que tiraria o livro da estante o quanto antes.

Camisa - Gatsby

O verão de 1922 na cidade de Long Island, em Nova Iorque, é o cenário onde Nick Carraway chega e tudo acontece. Ele é o vizinho de Jay Gatsby e sua mansão de belo jardim, famoso pelas festas extravagantes que reúnem as melhores comidas e bebidas, a fim de divertir pessoas de todas as regiões, que chegam sem nunca terem sido convidadas, ou conhecer o anfitrião.

A história se desenrola nesse clima e em torno de quem, na verdade, é Gatsby. Lendas urbanas não faltam sobre ele e ao longo das páginas, a gente vai descobrindo o que é verdade. Como disse uma amiga, o livro é menor que as altas expectativas. Esperava muito mais do clássico. Não é surpreendente na história, não é surpreendente na forma de contá-la. Mas acho que vale a pena lê-lo despretensiosamente, que é o que eu queria ter feito.

Depois de acabar, é claro que eu fui ver o filme com Leonardo di Caprio e Carrey Mulligan, e adorei. Não, não quer dizer que o filme é ótimo, mas quer dizer que o filme é bem fiel às cenas que o livro descrevem, o que é sempre o êxtase para qualquer leitor. Fora o tom modernoso das músicas e tudo mais, claro. Agora ficou difícil pra mim dizer se a experiência é assim tão boa pra quem nunca teve nenhum contato com os causos de Gatsby.

Quero muito saber o que vocês acharam dos dois.

http://instagram.com/p/dvPddxE9bv/

Nem as maiores lufadas de fogo e vento seriam capazes de competir com aquilo que um homem pode guardar em seu coração etéreo.

Ah, e atenção para a importância de ler livros com boas traduções. Quando postei no Instagram essa foto de um trecho de O Grande Gatsby, edição da Penguin, Catarina se deu conta como era pior a tradução do mesmo livro que ela estava lendo, edição da LP&M. Pra você ter ideia, o mesmo trecho grifado acima virou:

Não há intensidade de ardor ou de euforia que possa desafiar aquilo que um ser humano é capaz de armazenar em seu fantasmagórico coração.”

Diferença do mal, héin?

Fotos são daqui e daqui. A última é minha.

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Concentração e adivinhação, coisas que a leitura faz por você

Publicado por em 11/02/2014 | 4 comentários

Homem na pilha de livros

Se o ano começou e, apesar das promessas do réveillon, você deu aquela empacada na leitura, a gente dá uma forcinha. Dois motivos científicos pra você abrir o primeiro livro que aparecer na sua frente agora: 1) ler ajuda a advinhar pensamentos. 2) ler ajuda a recuperar a concentração perdida em tempos de internet. Precisa mais?

Para chegar a essa primeira conclusão, os pesquisadores da New School for Social Research de Nova York pegaram três grupos de pessoas: um grupo leitor de ficção literária “de qualidade”, outro de ficção literária “popular” e outro de não ficção. Depois os fizeram analisar o que pessoas em fotos sentiam, por meio das expressões faciais. Os que se debruçaram sobre os livros “de qualidade” se deram melhor. Dizem que o envolvimento e a capacidade criativa que as leituras despertam são as responsáveis.

Concentração é aquela coisa que a gente vem deixando de lado na hora em que se liga em todos os sons e chamados dos nossos gadgets. Smartphones, tablets, e seus facebooks, twitters, whatsapps, e-mails e tudo o mais vêm fazendo a nossa capacidade média ser de apenas 3 a 5 minutos (e não é o primeiro alerta que vejo). Depois disso, as pessoas se distraem, segundo as conclusões do Larry Rosen, professor da Universidade Estadual da Califórnia. E de novo qual o remédio pra não deixar as conexões entre os neurônios irem embora? Ler.

Leia a primeira pesquisa leitura e advinhação aqui, e a segunda aqui.

Photo Credit: zen via Compfight cc

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Lendo com James Franco na cama

Publicado por em 2/02/2014 | Deixe um comentário

James Franco, aquele que fez um dos vilões da trilogia do Homem-Aranha há algum tempo, é massa demais. Além de já ter provado ser um bom ator em filmes bem legais, ele sempre está metido em coisas diferentes. Por exemplo, dizem que é conhecido por sempre ler clássicos nos intervalos das filmagens.

Então não me surpreendi com esse vídeo em que ele lê na cama (todas pira) – aquele costume de nove entre dez leitores. O conto que você pode ouvir (em inglês) se chama William Wei, de Amie Barrodale, e foi publicado na revista The Paris Review. Dá o play.

Reading in Bed with James Franco from The Paris Review on Vimeo.

Dica de Ana Braga.

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365 novos dias para ler

Publicado por em 2/01/2014 | 2 comentários

Liniers

Agora 2014 está aí, fresquinho, como se tivessem dado uma formatada de leve na vida. Aquela vontade de fazer tudo diferente ou ainda melhor. O fim de 2013 apertou muito, coisas pra resolver, dar conta, colocar em dia antes do último dia. Por isso o blog ficou bem parado, mas nem pensem que chegou perto do fim. Ainda mais agora que são 365 oportunidades (ok, 364), como diz o quadrinho de Liniers, e a sensação de que vai dar pra ler todos os livros que a gente quer.

Fiz questão ontem de começar uma leitura pra simbolizar, pra dar aquela sorte e todo o gás, com A Metamorfose. Finalmente fazendo uma imersão no mundo de Franz Kafka. Já não era sem tempo. Aproveitei as festas de fim de ano, e peguei emprestado o da minha mãe, todo grifado, o que deixa o livro ainda mais legal. Antes de contar deles pra vocês, vou falar um pouco de O Grande Gatsby e do absurdo de bom Daytripper, as derradeiras leituras do ano passado.

A metamorfose, Kafka

E vocês, cheios de esperanças de tirar os livros da estante em 2014?

Pra quem chegou há pouco tempo por aqui, sugiro seguir o @menos1naestante no Instagram e usar a hashtag #menos1naestante nas fotos de livros e leitura, assim eu sempre fico acompanhando vocês (vejam os melhores momentos no videozinho abaixo) e no Twitter. E, claro, curtir a página do Facebook!

Feliz ano novo!

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